segunda-feira, 30 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
eu também não percebi ... mas o mal está feito!
Comecei a juntar as peças, a rever tudo o que tinha acontecido, a pensar como fui parva e tola. A ver aqueles olhos de "pena" (?) a olharem para mim, a magicar nas conversas e nas atitudes... Começou um crescente de raiva dentro de mim. Um monstro tão feio e tão grande que me faz amarga e me transforma num ser desprezível... Eu não preciso que se arrependam e peçam desculpas ou tenham pena de mim. Estou anestesiada. Não sinto nada. É bom...
Ele manda-se para o caralho ... Eu nem tinha nada com ele. quando muito andava iludida e baralhada das ideias por causa de algumas conversas e sentimentos antigos. Mas ela? Como foi capaz? Ela não podia... Ninguém faz o que não quer; não há desculpa...
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
não percebi nada disto, mas que importa?
Sim a vida às vezes pode ser lixada, porque convenhamos, escolher entre muitas coisas boas, ou pessoas que gostamos… exacto: uma bela de uma treta pegada.
E porque nem sempre, por muito racionais que sejamos, conseguimos tomar controlo da situação. Porque somos vulneráveis, porque apesar de seres extraordinários, sim, as pessoas são seres extraordinários capazes do melhor, mas também do pior (!), e mais surpreendente, é que são capazes de ambas as coisas no mesmo momento. Porque todos nós temos as nossas fraquezas, as nossas vulnerabilidades, as nossas incertezas, o Aquiles tinha o calcanhar, o resto da humanidade tem um “pouco” mais do que apenas o calcanhar como fraqueza.
E sim, fazemos asneira da grossa, mesmo grossa, com a maior das facilidades…
E então? É mau, mas não é isso que nos define. O meu grande e velho amigo Balboa, diria que o que nos define não é o número de vezes que caímos, mas sim a capacidade que temos de nos levantar depois de cada queda e de voltar a tentar, forte e feio, o melhor que conseguirmos.
Magoamos? Sim, magoamos muitas pessoas com os nossos erros, é verdade! E não tem justificação. Mas pode ter perdão, porque apenas alguém que nunca erre se pode reservar o direito de não perdoar!
E quantas vezes não são aqueles que mais amamos que saem mais magoados? São sempre esses os que sofrem mais com as nossas asneiras… para além de nós mesmos claro. Mas o perdão é sempre possível. As transformações serão inevitáveis, é mais que certo. Mas quando a amizade, e a amizade é uma forma de Amor, e forte e verdadeira, quando se partilharam anos, quando se viveu tanto e tão intensamente, será que vale a pena deixar tudo a perder? O outro desgraçado do Pródigo, rebentou o dinheiro do Pai em putas e vinho verde… e o Pai fez-lhe uma festarola valente quando ele regressou a casa…
O perdão é a mais profunda manifestação de amor… mesmo que a dor seja grande e o sentimento de traição seja horrível, é preciso pesar o que se perde o que se ganha. E perceber se aquilo que se abdica (quantas vezes por algo menor), vale mesmo a pena…
sábado, 7 de agosto de 2010
...
É particularmente mau quando quem nos magoa nos é próximo e anda tão centrado em si mesmo que não vê o mal que fez ou não quer saber.
É difícil desculpar algumas coisas...