segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O Rei Leão II

Três cenas engraçadas com o Timon e o Pumba

Hula:


CHAMEM-ME SENHOR PORCO!!!! (em inglês)


E o inesquecível Hakuna Matata


*Agora vou mesmo ver o filme

O Rei Leão




*O filme de animação da minha vida.
Traz com ele boas e más recordações.
E agora vou ali procurar a cassete (tenho que arranjar este em dvd...) para o voltar a ver :)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Porque há dias em que a vida nos corre mal.
Ficamos sem o nosso telemóvel, percebemos que vivemos numa casa em que a maior parte das pessoas tem alergia ao trabalho e portanto sobra sempre para cima dos mesmos;
percebemos que apesar de todos os esforços que fazemos, todos os sacrificios para dar aquele jeitinho que todos sabem que nós damos sempre, no fim quem fica mal somos sempre nós.
nestes dias, só me apetece fazer uma coisa para aliviar, partilho convosco estes senhores: Iron Maiden, uma das melhores bandas de Metal - dizem até que foram eles que deram «coração» ao metal - são uns cinquentões simpáticos, músicos exímios que até dói de ver, nestes dias de azar e tristeza, fecho a prota do quarto ligo as colunas «a topo» e entro no concerto em primeira fila, esta chama-se Trooper, do tmepo em que o meu amigo MAnu trabalçhava com eles, aqui ao vivo no rock in Rio 2001. sim, estão vlehos mas continuam com uma pedalada fantástica.
Senhores e Senhoras menino e meninas, convosco Iron Maiden:




Feliz Natal a todos

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Carta

Camionistas do meu país:

Não é por conduzirem um carro monstruoso que podem andar de qualquer maneira na estrada.
Passo a explicar:
1 - Tudo o que é STOP, cedência de passagem ou prioridade à direita é válido para todos os condutores. Não é por o vosso carro ser maior que se podem atravessar à frente e eu tenho que parar porque se não mato-me. Estas regras valem quer venham do vosso trabalho, de um café/restaurante ou de uma "festa" com as meninas.
2 - Nas ultrapassagens tenham em conta que demoram mais tempo e congestionam o trânsito. Quando a estrada só tem duas faixas de rodagem, tenham o cuidado de não fazer parar quem vai na sua vida, descansado e em sentido contrário ao vosso, só para poderem ultrapassar.
3 - Os "piscas" não são opção do carro. Têm a sua utilidade...
4 - Quando escurece, não acendam as 1500 luzes que têm na frente do camião. Incomoda e cega as pessoas.
5 - Não se colem à traseira dos carros. Isso assusta quem vai dentro de um carro pequeno, na eventualidade de uma tavagem brusca. Se os carros não andam mais é porque não podem ou vão a cumprir o limite de velocidade.

Atenciosamente,
Uma condutora à beira de um ataque de nervos.

Um conto de Natal

De sacola e bordão, o velho Garrinchas fazia os possíveis para se aproximar da terra. A necessidade levara-o longe de mais. Pedir é um triste ofício, e pedir em Lourosa, pior. Ninguém dá nada. Tenha paciência, Deus o favoreça, hoje não pode ser - e beba um desgraçado água dos ribeiros e coma pedras! Por isso, que remédio senão alargar os horizontes, e estender a mão à caridade de gente desconhecida, que ao menos se envergonhasse de negar uma côdea a um homem a meio do padre-nosso. Sim, rezava quando batia a qualquer porta. Gostavam... Lá se tinha fé na oração, isso era outra conversa. As boas acções é que nos salvam. Não se entra no céu com ladainhas, tirassem daí o sentido. A coisa fia mais fino! Mas, enfim... Segue-se que só dando ao canelo por muito largo conseguia viver. E ali vinha de mais uma dessas romarias, bem escusadas se o mundo fosse de outra maneira. Muito embora trouxesse dez reis no bolso e o bornal cheio, o certo é que já lhe custava arrastar as pernas. Derreadinho! Podia, realmente, ter ficado em Loivos. Dormia, e no dia seguinte, de manhãzinha, punha-se a caminho. Mas quê! Metera-se-lhe na cabeça consoar à manjedoira nativa... E a verdade é que nem casa nem família o esperavam. Todo o calor possível seria o do forno do povo, permanentemente escancarado à pobreza. Em todo o caso sempre era passar a noite santa debaixo de telhas conhecidas, na modorra de um borralho de estevas e giestas familiares, a respirar o perfume a pão fresco da última cozedura... Essa regalia ao menos dava-a Lourosa aos desamparados. Encher-lhes a barriga, não. Agora albergar o corpo e matar o sono naquele santuário colectivo da fome, podiam. O problema estava em chegar lá. O raio da serra nunca mais acabava, e sentia-se cansado. Setenta e cinco anos, parecendo que não, é um grande carrego. Ainda por cima atrasara-se na jornada em Feitais. Dera uma volta ao lugarejo, as bichas pegaram, a coisa começou a render, e esqueceu-se das horas. Quando foi a dar conta passava das quatro. E, como anoitecia cedo não havia outro remédio senão ir agora a mata-cavalos, a correr contra o tempo e contra a idade, com o coração a refilar. Aflito, batia-lhe na taipa do peito, a pedir misericórdia. Tivesse paciência. O remédio era andar para diante. E o pior de tudo é que começava a nevar! Pela amostra, parecia coisa ligeira. Mas vamos ao caso que pegasse a valer? Bem, um pobre já está acostumado a quantas tropelias a sorte quer. Ele então, se fosse a queixar-se! Cada desconsideração do destino! Valia-lhe o bom feitio. Viesse o que viesse, recebia tudo com a mesma cara. Aborrecer-se para quê?! Não lucrava nada! Chamavam-lhe filósofo... Areias, queriam dizer. Importava-se lá. E caía, o algodão em rama! Caía, sim senhor! Bonito! Felizmente que a Senhora dos Prazeres ficava perto. Se a brincadeira continuasse, olha, dormia no cabido! O que é, sendo assim, adeus noite de Natal em Lourosa... Apressou mais o passo, fez ouvidos de mercador à fadiga, e foi rompendo a chuva de pétalas. Rico panorama! Com patorras de elefante e branco como um moleiro, ao cabo de meia hora de caminho chegou ao adro da ermida. À volta não se enxergava um palmo sequer de chão descoberto. Caiados, os penedos lembravam penitentes. Não havia que ver: nem pensar noutro pouso. E dar graças! Entrou no alpendre, encostou o pau à parede, arreou o alforge, sacudiu-se, e só então reparou que a porta da capela estava apenas encostada. Ou fora esquecimento, ou alguma alma pecadora forçara a fechadura. Vá lá! Do mal o menos. Em caso de necessidade, podia entrar e abrigar-se dentro. Assunto a resolver na ocasião devida... Para já, a fogueira que ia fazer tinha de ser cá fora. O diabo era arranjar lenha. Saiu, apanhou um braçado de urgueiras, voltou, e tentou acendê-las. Mas estavam verdes e húmidas, e o lume, depois de um clarão animador, apagou-se. Recomeçou três vezes, e três vezes o mesmo insucesso. Mau! Gastar os fósforos todos é que não. Num começo de angústia, porque o ar da montanha tolhia e começava a escurecer, lembrou-se de ir à sacristia ver se encontrava um bocado de papel. Descobriu, realmente, um jornal a forrar um gavetão, e já mais sossegado, e também agradecido ao céu por aquela ajuda, olhou o altar. Quase invisível na penumbra, com o divino filho ao colo, a Mãe de Deus parecia sorrir-lhe. Boas festas! - desejou-lhe então, a sorrir também. Contente daquela palavra que lhe saíra da boca sem saber como, voltou-se e deu com o andor da procissão arrumado a um canto. E teve outra ideia. Era um abuso, evidentemente, mas paciência. Lá morrer de frio, isso vírgula! Ia escavacar o ar canho. Olarila! Na altura da romaria que arranjassem um novo. Daí a pouco, envolvido pela negrura da noite, o coberto, não desfazendo, desafiava qualquer lareira afortunada. A madeira seca do palanquim ardia que regalava; só de cheirar o naco de presunto que recebera em Carvas crescia água na boca; que mais faltava? Enxuto e quente, o Garrinchas dispôs-se então a cear. Tirou a navalha do bolso, cortou um pedaço de broa e uma fatia de febra e sentou-se. Mas antes da primeira bocada a alma deu-lhe um rebate e, por descargo de consciência, ergueu-se e chegou-se à entrada da capela. O clarão do lume batia em cheio na talha dourada e enchia depois a casa toda. É servida? A Santa pareceu sorrir-lhe outra vez, e o menino também. E o Garrinchas, diante daquele acolhimento cada vez mais cordial, não esteve com meias medidas: entrou, dirigiu-se ao altar, pegou na imagem e trouxe-a para junto da fogueira. - Consoamos aqui os três - disse, com a pureza e a ironia de um patriarca. – A Senhora faz de quem é; o pequeno a mesma coisa; e eu, embora indigno, faço de S. José.

Miguel Torga

Feliz Natal, são os votos do
Azul

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Às vezes...

Acho que era melhor deixar o mestrado.
Tinha mais dias como o de hoje: acordar sem stress, preparar as coisas com calma, não andar a correr de um lado para o outro, não me sentir tão burra.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

As coisas da vida

Há um tempo atrás escrevi aqui sobre a MJ e a sua força nesta fase difícil da vida dela.
Passaram alguns meses. São evidentes os danos físicos provocados pela doença e pelos tratamentos e começam-se a notar os danos psicológicos. A MJ está muito cansada, está inchada e continua sem cabelo. Ainda não recuperou bem do tratamento de quimioterapia e já vai começar hoje a radioterapia (que vai durar mais de um mês). Descobriu ainda que o cancro é evasivo e que por isso não lhe removeram a totalidade do seio.
É esperar para ver...
Esperamos que o tratamento corra bem e vamos tentando animá-la sempre que possível...
Ela vai-se esforçando por fazer o dia-a-dia, como "se nada fosse"...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A Rosa e os Índios VII

No meio de uma actividade...

R.S.: O teu foguete parece uma picha!

Turma: Ah! Agora é que foi...

R.B.: P I C H A

Eu (com ar de má): E estúpido? Sabes soletrar?

E o assunto encerrou por ali...

Informações

Olhares

O que vêem os outros quando olham para mim? Coitada. Anda sempre despenteada. É tontinha. Com aquele aspecto...

O que veêm os outros quando olham para nós?
O mesmo que nós vemos quando olhamos para eles?

Notamos o aspecto físico geral, tiramos as primeiras impressões da pessoa, vemos como se comporta e como age... E , inevitavelmente, no fim "julgamos". Eu acho que esta pessoa...

O importante é vermos para além da primeira impressão e tentarmos conhecer a pessoa, se criámos algum tipo de afinidade.

O maravilhoso é vermos realmente a pessoa e nos sentirmos vistos por ela até aos recantos da nossa alma. Os olhares que nos vêem como nós somos e não fogem (porque não se assustam) nem nos deixam fugir. Os olhares que se completam um ao outro, que não precisam de palavras, que são conhecimento mútuo e que querem algo mais.

Olhares que dão sabor à vida.
Olhares que nos fazem falta.
Olhares que não encontramos por muito que procuremos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O meu carro

O meu carro é velhinho.
O meu carro é vermelho.
O meu carro cheira bem e normalmente está limpinho.
O meu carro tem rádio.
O meu carro desembacia.
O meu carro tem uma antena para o rádio gigante.
Eu gosto do meu carro.

Mas o meu carro é um grande porco.
O meu carro fura-se duas vezes na mesma semana.
O meu carro come muita gasolina.
O meu carro não pega para eu ir trabalhar.

O meu carro é um porco imundo!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

apetece-me

a vida, meus caros leitores, é um risco constante. começa de manhã e acaba à noite. e mesmo a dormir pode ser perigoso.
por isso, não esquecendo nunca as devidas precauções, o nossodia a dia é de algum risco. a nossa vida é toda ela assim. se calhar até é isso que lhe dá um certo gozo! é o jogo, o risco que dão sabor ao que nos vai acontecendo.
é o partir à descoberta. do desconhecido. da novidade.
ter medo, retraimo-nos quando sentimos esse apelo, só leva a não gozarmos a vida como devemos.
memso que não dê em nada. mas arrriscamos, porque pode ser por ali o nosso caminho. é um tiro no escuro? se calhar é. ams são esses que recordamos quando usamos bengala!
são esses que marcam e nos formam!

aqui fica uma musiquinha para meditar no assunto



quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Felicidade

De que é feita a felicidade?
A resposta não parece nada trivial.
A felicidade é feita de pequenos momentos: na troca de um olhar, na cumplicidade num assunto, numa loucura comum, num "tenho saudades tuas" ou num olá especial.
E em dias, como o de hoje, em que as coisas não correm bem, não deixamos de ser felizes porque as pequenas causas da nossa felicidade estão connosco, como sempre.
A felicidade é saber valorizar e aproveitar aquilo que a vida nos dá e que fazemos por ter, esperando que o que não está como nós queremos, venha a ficar melhor.

Será?!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

...


-Para que serve o Amor? - perguntou-me ela.
-Serve para perderes o medo - disse-lhe eu.


quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Surpresas

Temos, por vezes, a sorte de encontrar pessoas que nos surpreendem. Não falo só dos amigos que nos mudam pneus, aturam as nossas crises, nos levam a passear ou ao cinema. Falo daquelas pessoas que nos são “estranhas” mas que nos surpreendem quase todos os dias. Porque ainda há pessoas “simples”, que dão importância às pequenas coisas da vida, que têm consciência, que não gostam de falar muito, que se riem e nos fazem rir, com quem se está à vontade, que entram em brincadeiras parvas, que aquecem estas tardes mais frias de início de Outono. E é tão bom ser surpreendido…

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O meu avô...

O meu avô morreu muito depressa. Numa semana estava bem, foi para o hospital e nunca mais foi ele. Parecia alheio a tudo o que o rodeava (será que ele sabia que nós íamos lá?), não comia, estava com dores… Os médicos e enfermeiros disseram logo que não havia nada a fazer. E esteve uma semana e tal naquela agonia.

Só espero que tenhamos feito por ele tudo quanto podíamos e quando podíamos… Às vezes tenho as minhas dúvidas… A vida às vezes troca-nos as voltas…

O meu avô morreu há dois anos e eu tenho saudades dele.

nossa Senhora

Tenho ao cimo da escada,
de maneira que logo, entrando, os olhos me dão nela,
uma nossa Senhora de Madeira arrancada a um Calvário de Capela.
Põe as mãos com fervor e angústia.
O manto cobre-lhe a testa, os ombros, cai composto;
e uma expressão de febre e de espanto quase lhe afeia o fino rosto.
Mãe das Dores, seus olhos enevoados olham, chorosos, fixos, além…
E eu, ao passar, detenho os meus passos apressados, peço-lhe:
-A sua bênção, Mãe! Sim, fazemo-nos boa companhia,
e não me assusta a sua dor; quase me apraz.
O Filho dessa Mãe nunca mais morre, Aleluia.
Só isto bastaria a me dar paz.
-Porque choras, Mulher? – docemente a repreendo
Mas à minh’alma, então,
chega de longe a sua voz que eu bem entendo: - não é por Ele…
- Eu sei! Teus filhos somos nós.

José Régio

Como mudar um pneu - duas técnicas infalíveis

Eis uma questão que se coloca a muito boa gente e infelizmente nas piores circunstâncias da vida. E tal como as cosias más da vida, tendemos a achar que só acontece aos outros. Pois bem, não podia – digo eu com ar paternalista – estar mais errado. Acontece a todos e quando menos se espera!
Infelizmente, não temos tempo de reflectir e meditar sobre estas coisas. Nem sobre estas nem outras de grande importância para a nossa vida e quando nos surgem fazem-nos sofrer mais que o necessário.
Por isso aqui fica a receita:
1. Procurar o sobresselente;
2. Procurar o macaco – que pode ou não estar junto da roda sobresselente;
3. Procurar a chave de parafusos;
4. Desapertar os parafusos, sim! Com a roda no chão, pelo menos até se conseguirem tirar facilmente, mas sem os tirar totalmente. Não queremos a roda no chão antes de tempo;
5. Certificar-se de que o carro está devidamente travado, não queremos ter nenhum desgosto com o carro a descair connosco debaixo;
6. Colocar o macaco no sítio apropriado, debaixo do carro, há que ajoelhar e colocar a cabeça debaixo do veículo em causa e procurar o local apropriado;
7. Dar à manivela e levantar o carro;
8. Tirar os parafusos, agora que temos o carro no ar;
9. Tirar a roda, agarrem bem, porque pode ser mais pesada do que se pensa;
10. Colocar a roda sobresselente e cuidado para alinhar os buracos dos parafusos;
11. Colocar os parafusos e apertar em cruz;
12. Apertar o máximo que se consiga com a roda no ar, para que a jante encaixe bem;
13. Baixar o macaco;
14. Apertar finalmente, normalmente resulta usar o peso do corpo em cima da chave;
15. Arrumar o pneu roto no sítio do sobresselente, arrumar macaco e chave;
16. Limpar as mãos e ir remendar o pneu o mais rápido possível;

Notas importantes:
Um parafuso aperta para o lado direito e consequentemente desaperta para o lado oposto, isto é: o esquerdo; funciona como os ponteiros do relógio;
Técnica dois:

Ao verificar que o pneu está vazio, pegar descontraidamente no telemóvel e telefonar ao melhor amigo e pedir ajuda;

Deixo aqui um diálogo que pode servir de modelo:
Assim que o amigo atender, e sem o deixar dizer nada, disparar o seguinte:
- Olha lá! Tu sabes mudar um pneu? É que tenho o meu vazio e não sei como se faz!
Se ele for dos bons diz:
- Já aí vou ter…
E nem repara que nem o cumprimentámos nem lhe perguntámos se estava bem ou se estava numa maca de um qualquer hospital.

Esta é mais fácil….

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Eu não sei dizer



O silêncio deixa-me ileso, e que importância tem?
Se assim tu vês em mim alguém melhor que alguém.
Sei que minto pois o que sinto não é diferente de ti.
Não cedo. Este segredo é fragil e é meu.
Eu não sei tanto sobre tanta coisa
que às vezes tenho medo
de dizer aquelas coisas que fazem chorar.

Quem te disse coisas tristes não era igual a mim.
Sim, eu sei que choro, mas eu posso
querer diferente para ti.
Eu não sei tanto sobre tanta coisa
que às vezes tenho medo
de dizer aquelas coisas que fazem chorar.
E não me perguntes nada.
Eu não sei dizer.

domingo, 9 de novembro de 2008

Egoísta

Sinto-me insegura, insatisfeita, desorientada, estúpida, egoísta, chata, ... demais.

O que pesa mais é mesmo a sensação de inutilidade. De que se vão fazendo uma coisas no dia-a-dia, sempre a correr, mas que não satisfazem totalmente, não me deixam completamente feliz...

E o que mudar? (Pode-se mudar?!)
Correr para quê, para onde??
Porquê??
Até quando???

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

as voltas da vida


Hoje, parecia ser um dia perfeitamente normal. 
E foi.
Não fosse o facto de ter encontrado uma amiga que tinha deixado de ver à coisa de 8 anos.
è verdade. 8 anos, é uma eternidade quando se tem poucos anos de vida ainda.
Depois de umas série de anos a partilhar as mesmas aulas, e os dias, pois é assim que se vive quando se vive para o estudo, ela foi embora. 
Agora, graças a estas maravilhas na Internet, e do Hi5, reencontrou os antigos colegas.
Está diferente. Teve que lutar pela vida. è engraçado ver como as pessoas mudam. eu que conservava uma certa imagem mental dela, tive que fazer um esforço para conseguir reconhecer o rosto de que me lembrava. Mas lá estava ele. Está mais bonita sim. Já é mãe e tudo. A filha é um doce de menina, super querida e linda, não fosse ela ter dois anos.
E como se não bastasse uma outra colega também me encontrou. 
estranho este mundo virtual não?
Fez-me pensar como era o tempo antes... era tudo tão diferente não era?
ás vezes sinto falta, parecia que era mais fácil...
estes senhores dizem como era...


terça-feira, 4 de novembro de 2008

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Há dias assim...

100!!

Este é o centésimo post. Podia ser um post comum, mas não é.
Vou ususpar esse direito e prestar homenagem a quem merece. a quem está sempre presente. a quem não vira as costas nunca.
porque são estas coisas que me ajudam a levantar a moral.
obrigado


domingo, 2 de novembro de 2008

Outono

A época do ano de que mais gosto é o Outono.
O cheiro das primeiras chuvas; as árvores vermelhas e cor-de-laranja; o cheiro a castanhas assadas; os cachecóis e as botas; o quentinho do sofá; o aproximar do Natal; as festas em família; as iluminações nas ruas; os capuccinos e o leite quentinho com café; caminhar pela rua ao final da tarde; ver as montras; ir ao cinema e tantas outras coisas.
Sinto mais o calor humano nesta altura do ano, ando mais activa, tenho mais paciência...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

É uma vida...

Hoje não fui trabalhar.
Fui até à escola do ano passado, prestar uma "homenagem" ao meu antigo orientador. Um homem de ideias fixas, que dedicou quase toda a sua vida ao ensino e que se reforma antes do tempo. Ficou surpreendido, comovido, não esperava ver-nos lá. Não esperava e não queria, porque é teimoso, uma despedida. Queria que a última aula fosse como as outras. Mas nós fomos assinalar aquele momento especial e ele gostou. E está cheio de projectos, porque os tempos da educação podem ser conturbados, mas ele não desiste. E vai escrever uns livros e continuar a passear pelo corredor da escola. E é nestas alturas que eu percebo o privilégio que tive de trabalhar com ele. O que aprendi e o que sou hoje que lhe devo a ele. E estou contente de lá ter ido. Porque vi os meus alunos, os meus colegas. Porque voltei atrás no tempo, que não foi assim tanto, e já está tudo diferente. É uma vida que passa dentro da vida.
E como disse o Professor tão bem: "Trabalhem e experimentem. Trabalho é dor e tudo se consegue com trabalho! Sigam o vosso caminho...".
E nós acreditamos que tudo é possível; que vamos conseguir o que queremos, que os tempos vão melhorar e que poderemos chegar à nossa última aula com a energia, dedicação e gosto com que ele chegou; olhando para trás e sentindo que valeu a pena.

Tão bom...


... tão bom que, apesar de breve, aqueceu a minha manhã :)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

coisas

porque há dias em que nos libertamose dizemos coisas
que para nós não tem mal.
porque as palavras em si não têm mal, são as pessoas que lhe colocam sentidos que muitas vezes são duvidosos.
e é isso que cria confusão e mal entendidos que depois provocam dorers tristezas e afins sem qualquer tipo de necessidade.
mas felizmente, há outro tipo de palavra que resolve o problema.
porque são palavras que valem por si e não tanto pelo sentido que as pessoas lhe colocam.
amizade. amor. perdão. cumplicidade. adoro-te. gosto de ti.
e assim remediamso aquilo que ás vezes não se sabe bem como começou, mas que de alguma maneira começou e acabou.
porque o amor vence tudo. e porque o sol brilha e a relva é verde, e o vento frio traz consigo saudades daquele abraço que te roubei no outro dia e que nucna te disse nem tu nunca percebeste, mas que foi super especial para mim.

Uma vez sem exemplo... II

Um vez sem exemplo, magoamos os nossos amigos que nos são mais queridos. Que se preocupam connosco e estão sempre lá. Uma vez sem exemplo, porque estas coisas não podem acontecer. Ficamos vazios e os outros também.
Desculpa :)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Uma vez sem exemplo...

Ando com esta frase na cabeça desde sexta-feira.
Uma vez sem exemplo...
Uma vez sem exemplo, comemos mais chocolate do que o "permitido", bebemos uns copos a mais, gastamos mais dinheiro que o previsto, "fugimos" às nossas responsabilidades ou excedemos o limite de velocidade.
Nunca, numa vez sem exemplo, agimos indo contra os nossos princípios e os dos que nos rodeiam. Porque essa vez sem exemplo é o suficiente para mudar a nossa vida como a conhecemos até então. E, mesmo na brincadeira, há coisas que não se devem "propor" uma vez sem exemplo...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

separados

Hoje é um daqueles dias depriementes.
Desde que estou em coimbra que isto me aocntece duas vezes por ano.
eu aqui em cima a vê-los lá ao longe, e eles lá em baixo alheios ao sofriemnto de quem os admira.
eles fazem o seu trabalho claro está e eu sonho com o dia em que poderei ir lá ter com eles...
a mim resta-me escutar os acordes e os ecos de uma noite que promete ser quente apesar do mau tempo.
meu caros, a vós que ireis fazer rock, eu vos saúdo!


Segunda-feira

Sou só eu que de há umas semanas para cá começo a semana tão cansada, que mais parece que ela devia estar a terminar??

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A Rosa e os Índios VI

P.: Tu vens para a nossa sala amanhã, não é?
Eu: Sim.
P.: E o que vamos fazer?
Eu: É surpresa.
P.: E tu vens quando? Nós vamos dormir e depois acordamos e tu vens?
Eu: Não. Vocês vão dormir, acordam, estão com a vossa professora e eu venho.
P.: Oh! Mas podias vir logo tu. E é muito tempo de agora até tu vires?

*O P. tem 5 anos. É um terror e pelos vistos adora as aulas de ciências.

Para o Azul



* não dizer que eu sou má

dantes

Dantes, o tempo corria lento.

Tínhamos tempo para tudo.

O fim-de-semana nunca mais chegava. Era uma seca. Os anos não passavam e ansiávamos por crescer e ser mais velhos.

Queríamos que a barba aparecesse depressa para sermos homens!

Agora é uma dor de cabeça só dá trabalho a fazer. Quanto mais se corta mais forte fica e mais facilmente me estraga o colarinho das camisas e portanto mais a tenho que cortar, mas por isso mesmo mais me irrita a pele. Enfim.

O tempo passava devagar dava para tudo.

Hoje? Não existe tempo. Ou melhor, não existe aquela concepção que nos ensinaram na escola: passado m presente e futuro!

Só existe passado aquilo que já foi.

O futuro nunca chega, e o presente o que é? É um autêntico viver no fio da navalha. O presente é um segundo., vivemos nesta tensão do já e do ainda não. E nem nos apercebemos do que já passou. Então concentramo-nos no que vai vir. Para estarmos bem preparados mas quando damos por nós já passou! Já era.

E então encontramo-nos neste turbilhão de ideias e de coisas que passam por nós em alta velocidade sem que nos apercebamos de uma pequena, ínfima parte do que realmente existe.

Acordo de manhã e o ritual é sempre o mesmo. E quando dou por mim já me estou a levantar no mesmo dia, mas de uma semana diferente!

O tempo não dá para nada é sempre pouco para tanta solicitação. Quanto mais para aquilo que gostaria de fazer. Durmo a correr uns bocadinhos à noite e o estado de dia é sempre com uns olhos dignos de um soldador profissional. Sempre a contar o tempo e a aproveitar os pedacinhos todos.

Mas isto é alguma coisa?

Isto é viver?

Não era suposto a vida ser um pouco mais divertida, mais alegre?

Alguém em ajuda?

E depois a Rosa só goza comigo e com as condições de vida que tenho aqui onde tenho a minha cela… o meu catre, onde me refugio das tristezas do dia-a-dia. Onde sou dono de mim e onde ninguém me perturba nem me incomoda.

Enfim…

Isto deve conduzir-me a algum sítio não?

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

a mosca...

Há dias em que comer aqui na minha casa ^(atenção que não é casa de família,l é tipo motel de naiconal, velho, podre e com maus serviço, só se aproveita a paisagem e alguns habitantes) é uma autêntica aventura.
Hoje foi um desses dias, a sopa, maravilhosa como de costuem, trazia um condimento especial!
Uma mosca, é verdade de tamanho médio, meio azulada, e coitada, morta.
Mas pior que uma mosca na sopa é haver uma mosca na sopa, duas refeições seguidas.
E pior ainda ser a mesma mosca.
Pois claro.
Ao almoço em forma de protesto, o sortudo do meu colega lá foi devolver a terrina À cozinha, mas não deve ter dito a nenhuma funcionária, os nossos chefes da casa também se estiveram marimbando para o assunto, porque na deles não tinha caído nada obviamente, e á noite lá vem a mesma sopa e a mesma mosca...
e esta ein?

Spiralling



*o meu novo vício. Graças ao Azul :)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

domingo, 19 de outubro de 2008

The “better” list, sempre incompleta



Boa em ter paciência para mim 24/24; 7/; 366/366(sim os nossos anos são diferentes das pessoas normais);

Boa no sorriso honesto e simples que tem;

Boa de coração;

Boa na simpatia com que trata as pessoas;

Boa, na voz carinhosa com que se expressa;

Boa, na forma tímida com que atura as minhas loucuras,

E boa na resposta que lhe dá a seguir;

Boa quando abre a porta de casa as tantas da manhã depois de uma breve passagem pelo Mc’ Donalds;

É a parceira ideal (leia-se de sonho) em actividades diversas tais como:

Actividades em acampamentos de escuteiros;

Cinema;

Concertos, inclui latada e queima;

Tardes agradáveis de primavera, verão, Outono e até mesmo de inverno numa qualquer esplanada discreta e agradável;

É óptima a levantar-nos a moral;

A estender a mão para nos tirar da fossa;

A lembrar-nos do nosso valor;

A dar-nos um empurrão para a frente;

A indicar-nos o brilho do sol no meio da pior das tempestades;

É boa para ver o David Fonseca e o Rui Veloso ao vivo;

É boa para comer tremoços e beber uns finos;

É boa a fazer-nos sentir gente;

É boa a fazer-nos sentir especiais;

É boa a fazer-nos sentir alguém;

É boa a conversar mesmo em silêncio;

É boa porque tem sempre uma palavra indicada em qualquer situação;

É boa porque é a amiga que queremos ter sempre por perto;

É a amiga que não se esquece do nosso aniversário;

Se fizessem um kit de sobrevivência em caso de catástrofe natural, ela faria parte dele;

 

Por motivos de poupança de espaço usamos o termo “boa”, mas pedimos que se repita a leitura do texto dando o sentido de “fantástica e extremamente magnífica” ao termo “boa”.


P.S. Vai buscar!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A Rosa e os Índios V

A respeito do desenho animado Era uma vez o Corpo Humano - a Respiração...

Numa cena que mostrava a mitose dos bacilos.

A.:O que é que eles estão a fazer?

Eu: Estão-se a reproduzir. Os humanos têm bebés. As bactérias dividem-se.

M.: E o oxigénio faz bébes?

Eu; Não, o oxigénio é um gás que é essencial à nossa respiração e que é renovado graças às plantas e árvores.

D. (com 5 anos e a rir-se muito):Olha, e a boca, faz namorados?

Eu (depois de recuperar...): Não D., com a vida vais aprender que a boca não faz namorados.

Poesia Matemática

Às páginas tantas
de um livro de matemática
um nobre Quociente apaixonou-se
um dia, doidamente,
por uma bela Incógnita.
Olhou-a com uma expressão inumerável
e considerou-a do ápice à base como uma linha ímpar!
Olhos de Elipse, boca trapezóide,
cintura em parábola.
As suas vidas caminharam longo tempo paralelas até que se encontraram
no Infinito.
- “Como se chama?", indagou ele em certa ânsia radical.
- "Sou a raiz quadrada da soma do quadrado dos catetos,
mas pode tratar-me por Hipotenusa."
Conversaram um pouco e logo descobriram que eram
primos entre si, o que quer dizer em aritmética, que se entendiam muito bem. E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa potência elevada à sexta, traçando ao sabor do momento
e da paixão,
rectas, curvas, círculos e linhas sinosóidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das Formas Euclidianas
e os partidários do Universo Finito.
Romperam convenções Newtonianas e Pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar
constituir um lar!
(Mais que um lar - uma perpendicular)
convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bisscetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro,
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
Passados anos tiveram uma Secante e três Conezinhos
muito engraçados.
E foram felizes,
até aquele dia
em que tudo se transforma em monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
frequentador de círculos concêntricos e viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um Denominador Comum.
O Quociente percebeu então (os quocientes são sempre os últimos a saber…) a existência do triângulo chamado amoroso.
Nesse problema a Incógnita era uma fracção das mais ordinárias.
Mas aconteceu que Einstein chegou a propósito e descobriu a Relatividade,
e tudo que era mau passou a ser
moralidade
(como aliás em qualquer
sociedade).

Millôr Fernandes

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Viagem



Abraça-me

Leva-me para um mundo só teu

Onde não há mal, nem dor nem nada que atormente os nossos dias

E onde as flores nunca murcham

As cores são mais vivas

Onde não precisamos de ter medo nem de nos fazer fortes

Só temos que ser nós

Iguais a nós mesmos

Mesmo com medo

Mas ali não há medo

Ali não é preciso ter medo

O sol é morno e até a chuva à agradável

A chuva lava-nos as tristezas quando chegamos

O vento sopra as nossas mágoas para bem longe

Vem o sol e lambe-nos a cara provocando um sorriso

E ali os sorrisos são todos como os das crianças

Alegres sentidos e felizes

E ali não precisamos de nos trancar no quarto

Pensamos em alguém ou nalgum lugar onde queremos estar,

Fechamos os olhos e quando os abrimos lá estamos na companhia dos amigos.

Abraça-me, se me abraçares eu abraço-te e assim vamos junto como um só

E podemos partilhar a mesma nuvem

E assim podíamos correr o mundo como sonhámos

Vamos onde sempre quisemos ir mas onde a chuva de Maio nunca nos deixou ir.

Podemos correr os cinco continentes, visitar todos os sítios que sempre quisemos mas que estiveram sempre longe.

Abraça-me e voaremos juntos. Ninguém se vai importar. Ninguém vai saber. E ninguém vai sentir a nossa falta.

Porque se me abraçares e quiseres vir comigo vamos correr o mundo num instante e um instante não é nada.

Ninguém vai reparar. Mas para nós vai ser o tempo perfeito para realizar os nossos sonhos mais secretos.

Abraça-me e não haverá nada nem ninguém que nos impedirá de ser quem somos

Naquele sitio onde as flores são mais bonitas, o céu é mais azul e o mar é mais tranquilo…

 

 

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A Rosa e os Índios IV

Não pensem os nossos queridos visitantes que no mundo dos índios só há confusão…

Vejam lá esta conversa…


M.:”Professora eu sou namorada do P. Posso-me sentar ao pé dele?”.

R.:”E o R. é o namorado da J. mas estão chateados desde o recreio.”

F.:”E o J. é namorado da M. I.”

Eu:”Mas a M.I. é do 1º ano.”

J.: “Sim, ela é do 1º ano e ele do 3º e são namorados.”


E a felicidade deles, a rirem-se sem metade dos dentes… lol

No meu tempo não era nada assim.


Claro que depois começaram a descambar e a falar dos gays e que dois miúdos eram namorados um do outro e a coisa teve que ficar por ali…


E como será quando chegar a Primavera??


Ah e hoje deram-me outro desenho.

Há dias felizes...

Não resisti...

*via e-mail

Assunto: A matrícula que todos adorariam ter...


Eu no meu ano de caloira fui vestida de 69 na latada. Para esquecer... Com uma matrícula destas não andava de carro lol

Se bem que a sociedade agradecia...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

The smallest list*

O meu amigo P. conhecido nestas lides por Azul é:
- bom, bom , bom, …, bom amigo;
- bom ouvinte e conversador;
- bom bem-humorado;
- bom a manter a boa disposição;
- bom a sacar filmes e músicas da net;
- bom a tirar fotografias;
- bom a fazer cartazes, panfletos e afins;
- bom escritor (não se nota bem a diferença?);
- bom garfo;
- bom a conduzir;
- bom a escolher filmes;
- bom para passar uma tarde/serão agradável;
- bom para passear;
- bom companheiro de loucura;
- bom a fazer carbonara (não queres repetir??);
- bom a aturar os "índios" dele;
- bom na argumentação;
- bom a pensar e ponderar;
- e ele diz que é bom noutros domínios mas isso eu não sei… lol

Pensando bem isto podia passar tudo a muito bom ou até excelente…

*como tu escolheste

No msn

Eu digo: oh M.

eu digo:escreve-se bostique ou bostike?

eu digo: sabes?

Vurmelha diz: :s

Eu digo: n acho na net

Vurmelha diz: o nome tecnico é "massa adesiva removível"

Vurmelha diz: é o que diz a embalagem da uhu

Vurmelha diz: uhu tac patafix

Eu digo: lol

Eu digo: obrigada

Eu digo: és uma querida

Vurmelha diz: de nada

Eu digo: é por isso que tu vais ser doutora com as letras todas

* é que a minha amiga M. conhecida aqui por Vurmelha vai fazer doutoramento e desenvolver um projecto muito à frente que passa pelos autocarros andarem sem motorista :)

Leonel e os índios dele

O Leonel, é um amigo meu, que até à pouco tempo vivia comigo. Mas quis o destino ou outra força Maior que ele deixasse o nosso curos e vltou a execer a sua profissão de professor de matemática e e ciênci.
Está neste momento a dar aulas em Lisboa num desses bairros jeitosos repletos de miúdos bem educados e simpáticos.
Pois estava ele na aula e na apresentação perguntou aos meninos o que gostavam eles de fazer na aulas.
Ao que responde uma míuda:
(peço desde ja desculpa pela linguagm obscena, mas trata-se de uma citação)
-"Uma punheta!"
ao que acrescenta uma outra:
-"Chupar!"
Minha querida rosa, não és a única!

Aqui fica uma música para ti, Leonel, amigo, abraço esta é para ti também:

P.S. eu disse que ele está a dar aulas a uma turma de sexto ano?

A Rosa e os Índios III

Eu:”Façam como eu. Sentem-se no vosso lugar.”

J.:”O lugar da professora é em casa.”.


G.:”Eu acho que o melhor é vir outra professora de ciências.”


G.:”As aulas de ciências são uma seca.”

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

ah pois é....

Já pensaram o quão insignificantes somos?

Sim. Já pensaram que não somos nada?

Isto é, se morrermos a sociedade não dá por nossa falta. A humanidade então nem pestaneja. Passa bem sem nós.

Que sentido então para nós?

Uma questão de sobrevivência?

É estranho não é?

Isto leva-me a pensar que se calhar damos demasiado valor a nós mesmos. À nossa vidinha aquilo que fazemos. Sempre armados em formigas a ajuntar a ajuntar sem parar. E para quê?

Complicado. Complicado e estranho.

Acho que no fundo devemos fazer o melhor que podemos. Sem abusar. Sem esquecer as pequenas coisas, um pequeno pormenor: um sorriso a um estranho na rua; um olá a um amigo que não vemos à muito tempo; dizer gosto de ti todos os dias quem amamos de verdade;

É isso que fica depois de nós. É isso que temos que aproveitar ao máximo. O resto é necessário mas não o mais importante.

O que há em mim é sobretudo cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...


Álvaro de Campos

sábado, 11 de outubro de 2008

Estás só. Ninguém o sabe.

Estás só. Ninguém o sabe. Cala e finge.
Mas finge sem fingimento.
Nada 'speres que em ti já não exista,
Cada um consigo é triste.
Tens sol se há sol, ramos se ramos buscas,
Sorte se a sorte é dada.

Ricardo Reis

Portions for foxes



*da banda sonora da Anatomia de Grey.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

...apetece-me...

O Homem do leme

Sozinho na noite 
Um barco ruma, para onde vai? 
Uma luz no escuro 
Brilha a direito, ofusca as demais 

E mais que uma onda, mais que uma maré 
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé 
Mas vogando á vontade, rompendo a saudade 
Vai quem já nada teme, vai o homem do leme 

E uma vontade de rir 
Nasce no fundo do ser 
E uma vontade de ir 
Correr o mundo e partir 
A vida é sempre a perder 

No fundo do mar 
Jazem os outros, os que lá ficaram 
Em dias cinzentos 
Descanso eterno lá encontraram


letra: Tim
música: Xutos & Pontapés

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

...

Quando as palavras não chegam ou simplesmente não querem sair;
Porque há dias em que não nos apetece nada e queremos tudo;
porque há dias em que nos sentimos mal por sermos como somos
mas sabemos que é assim que devemso ser, mesmo que sejamos usados e esquecidos
como se fossemos uma puta.
mas a essas senhoras ainda pagam, e a nós (leia-se eu) eu apanho pontapés e bocas foleiras
sobre o viver em comunidade e colocar tudo em comum.
fico-me com a música, e o seu poder extraordinário que tem de mexer com as nossas emoções,
os nossos sentimentos, o nosso coração...
grande David, sabe fazê-lo com mestria e arte, abram alas para «one men show»...


terça-feira, 7 de outubro de 2008

Mudanças




*porque os outros mudam (para melhor?) e nós perdemos bocadinhos de nós. E ficamos felizes pelas boas oportunidades deles e tristes pelas ausências. Mas sempre cada vez mais inseguros no futuro...

A Rosa e os Índios II

K.: Olha, fiz para ti...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Homesick



I've been walking in the same way as I did
Missing out the cracks in the pavement
And tutting my heel and strutting my feet
"Is there anything I can do for you dear? Is there anyone I can call?"
"No and thank you, please Madam. I ain't lost, just wandering"

Round my hometown
Memories are fresh
Round my hometown
Ooh the people I've met
Are the wonders of my world
Are the wonders of my world
Are the wonders of this world
Are the wonders of my world

I like it in the city when the air is so thick and opaque
I love to see everybody in short skirts, shorts and shades
I like it in the city when two worlds collide
You get the people and the government
Everybody taking different sides

Shows that we ain't gonna stand shit
Shows that we are united
Shows that we ain't gonna take it
Shows that we ain't gonna stand shit
Shows that we are united

Round my hometown
Memories are fresh
Round my hometown
Ooh the people I've met

Are the wonders of my world

Adele

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Remar Remar

Depois de um daqueles dias, a Rosa, na sua infinita bondade e paciência, recordou-me um dos meus maiores ídolos: os senhores comendadores Xutos & Pontapés;
E postou aquela música fantástica que é de facto a cara destes senhores e que se aplica ao estado de espírito com que ficamos muitas vezes e a resposta não podia ser melhor:
Remar, remar, forçar a corrente!
Haja o que houver, venha o que vier, nós continuamso firmes e hirtos, tesos sem dar parte fraca.
Sim, às vezes temos os nossos momentos de fraqueza, mas há uma Força maior (hoje em dia dizem Força, têm vergonha de dizer Deus), que nos amapara e lá mete a mão sob inúmeras formas. Ontem foi a música da Rosa e um ou outro amigo (sim tu sabes quem foste), que nos aparecem e se colocam ao nosso lado. Agarram o remo e fazem como o Kalú: batem o ritmo com força e paixão de quem ama o que faz. Neste caso, com a força e a paixão de quem ama um amigo. e agarram o remo e nos mostram que não há maré que nos vença!