
terça-feira, 30 de setembro de 2008
abismo

segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Ao telemóvel...
Eu: Ai, parabéns porquê, o que se passou?
Mãe: É que hoje é o dia dos solteiros, deu uma reportagem na tv e tudo.
:s
*sim, a minha mãe um dia disse, numa loja cheia de gente, lá na terrinha qualquer coisa do género "Eu nunca conheci um namorado à minha filha..."
Vidas...
A Rosa e os Índios I
#1
A R. com uns olhinhos verdes/castanhos tipo Gato das Botas do Shrek e 5 aninhos de idade: Oh Professora, eu tenho cócó.
Eu (que fiz uma festinha à menina): Vai num instante à casa de banho...
#2
B.:Eu sou o B., tenho 6 anos e quando for grande quero ser inventor.
Eu:Inventor de quê?
B.:Então... inventor de coisas
* e depois há aqueles dias em que lhes dá para partir tudo e fugir para o recreio e deitarem-se no chão e gritarem e porem-me doida e desesperada...
o ano 5
domingo, 28 de setembro de 2008
Orxestra Pitagórica
sábado, 27 de setembro de 2008
Conjunto vazio
Todos temos um conjunto vazio, que contém os elementos vazios das nossas vidas e que, apesar de vazio, vai crescendo com o passar do tempo. Alguns dos elementos deste conjunto (que não deixa de ser vazio por ter elementos) são as nossas tristezas e frustrações, a falta de quem partiu e não volta, os nossos medos e incertezas, a falta de alguém especial/um "encosto humano", aquele amigo/familiar/conhecido que se perdeu não se sabe muito bem porquê, as discussões sem sentido em que perdemos o controle ou as nossas feridas e as que provocamos aos outros.
Quando estes elementos se apoderam de nós ficamos ainda mais vazios e sós. Apercebemo-nos de que somos maus e mesquinhos. De que podemos desejar o mal a alguém. Não somos tão perfeitos como pensávamos, afastamo-nos das pessoas e deixamos que elas se afastem de nós, não temos disponibilidade para ouvir ou falar. Magoamo-nos e pior do que isso, magoamos aqueles de quem mais gostamos, os que nos são mais próximos e nos apoiam. Somos como achamos que alguns dos outros são para nós e não gostamos. A nossa consciência fica pesada, dói-nos algo cá dentro mas depois voltamos ao mesmo. Porque temos a nossa vida, os nossos preconceitos e ideias fixas, o nosso orgulho, os nossos problemas e angústias e esquecemo-nos dos outros e de ser com os outros.
E assim o ciclo repete-se e o vazio só aumenta em nós.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Quero ser um super heroi.

Desde sempre que nós humanos, esta raça “superior”, procura imagens de seres supremos. Começou na antiguidade com os deuses, para explicar o que não compreendiam, as grandes figuras mitológicas, projecções muitas vezes daquilo que o Homem gostaria de ser mas que não consegue.
E masi recentemente os super heróis da BD. Super-Homem, Iron-Man, Spider Man, Thor e o seu martelo, Capitão América e a Mulher América também. E o meu querido Batman, o meu favorito devo confessar, por ser diferente de todos os outros.
Todos eles justos e rectos que defendem a humanidade e os valores da sociedade e fazem da Terra um sítio melhor para se viver. Parte deles nem são terrestres! Mas comportam-se como tal. Como convém. Um fato diferente, mas que todos gostam, o Hancock chama-lhe fatos gay, ele lá sabe.
E de facto eles têm sido a projecção do ideal que todos nós ambicionamos, alguém que nos salve, traga. E depois são sempre bonitos e perfeitos.
Eu cá gosto é do Morcego. Porquê? Tem um carrão e um fato giro, o Alfredo é fantástico (ver os últimos dois filmes) e o tipo que lhe desenha os brinquedos, o Lucius Fox, brilhantemente interpretado pelo meu querido amigo Morgan também é uma jóia.
mas reparem, o Bat, é humano. Simples mortal como nós. Lá treinou umas coisas estranhas que metem umas drogas manhosas pelo meio mas lá está ele a deslocar-se pelas e como uma sombra.
E estranhamente não tem a gratidão do povo. É um anti-herói. Salva as pessoas e para bem da própria sociedade assume para si a responsabilidade. A fim de manter a ordem. Faz o que faz porque é o que deve ser feito. Não porque gostam que lhe batam palmas, não porque os pais o educaram para ser bonzinho. Faz o que faz porque o que faz é o que deve ser feito. Tão simples quanto isso. Ou talvez n. ninguém compreender muito bem o imperativo moral que orienta este homem.
Daí acabar sempre sozinho, perseguido por quem salvou e nunca se apercebeu de que foi salvo. Resta-lhe a certeza de ter feito o Bem. E o certo.
Eu gostava de ser este Herói.
Mas não sou tenho pais ricos, nem conta no Bes, nem uma multinacional.
Nem sei artes marciais, nem tenho um físico férreo como ele. Nem o fato me ficaria bem, talvez me safasse a conduzir o carro – talvez ele queira um motorista.
Assim, torna-se difícil mudar o mundo.
Ou talvez não, posso sempre recorrer à ancestral arte não marcial do sorriso e da simpatia. Combinada com a educação e um coração aberto à dádiva e ao sacrifício. A uma doação ao serviço do próximo. E o grande segredo e arma fatal o sorriso, mesmo ao pior dos inimigos.
E o viver o dia-a-dia como uma luta constante, fazendo o melhor que sabemos a cada uma das pessoas que encontramos na rua, não apenas os amigos, também os desconhecidos, assim pouco a pouco vamos nós também transformar-nos num super herói, que não salva o mundo de uma ameaça intergalática ou de um mestre do crime com problemas de cicatrizes e personalidade.
Mas contribuímos para um mundo melhor e para a felicidade de quem nos rodeia.
ainda há futuro ou é uma uz ao fundo do túnel?
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Futuro que era brilhante
Futuro que era brilhante
Embaciou-se a pouco e pouco
Os passos ficaram lentos
Dando certezas de louco
O desencanto é tão seco
Como a luz que me rodeia
E as coisas que não fiz
Envolvem-me como a teia
letra: Tim
música: Xutos & Pontapés
O futuro ….
Quando no espaço de quinze dias a nossa vida muda quinze vezes, o futuro não é risonho. A vida é dura, mesmo para quem não é mole. Porque nós decidimos o nosso caminho de acordo com a precariedade que significa ser um professor recém-licenciado em Portugal. Vamos a entrevistas, aceitam-nos umas horas num centro de explicação, inscrevemo-nos em mestrado (para termos sempre algo que fazer) e depois aparecem aquelas oportunidades de que não estávamos à espera; oportunidades que nos dão tempo de serviço e experiência e prometem ser divertidas, mas que não deixam de ser precárias e injustas. Actividades que não oferecem segurança, que nos obrigam a trabalhar a recibos verdes. Mas os recibos verdes são o “café” do dia-a-dia. E de repente deixamos de conseguir ver e de saber o que fazer, o que escolher. O facto dos pais não acharem piada às nossas escolhas também não ajuda. Eu até compreendo, eles têm que nos continuar a sustentar para nós podermos ir trabalhar, mas não ajuda, atrapalha. Resta-nos experimentar, ir à aventura e esquecermo-nos que meio mundo, com quem falamos, a quem perguntamos a opinião está a pensar:”Não sejas estúpida! Tens sorte. Mais vale isso que nada. A X ainda não tem nada…”. Porque nós trabalhamos a pensar no futuro e continuamos a estudar a pensar no futuro, para termos alternativas. Ambas têm custos, prós e contras… Mas como me disseram no outro dia, experimentamos. Se não der logo se vê. E eu gostava de consegui dormir e não me preocupar tanto, mas não consigo. A entrada na pseudo-vida profissional é dura. Já desisti de um plano mais ou menos fixo… vou experimentando.
Hoje vou conhecer os meus índios, que muito provavelmente me farão a vida negra...
*sim, eu sei que quem não tem nada está pior.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
the dark side...

«Tu fazes com que o meu lado mau se manifeste»
Ora muito obrigadinho pela parte que me toca, sim senhora.
Foi a conversa ontem com uma certa “senhora”…
Na verdade até percebi o que ela dizia. De facto somos levados a usar máscaras diariamente. Não que sejamos todos uns fingidos claro, mas somos obrigados a moldarmo-nos constantemente à circunstância e ao ambiente em que nos encontramos. É normal. Ou não. O facto é que se tornou vulgar. Tanto que ás vezes nem sei muito bem como sou. Somos uma mistura. Somos um organismo que se adapta. E como bons Tugas que somos, para além de nos adaptarmos ainda nos desenrascamos como ninguém.
No nosso caso minha querida “senhora”, o que me parece é que felizmente quando estamos frente a um Amigo (entenda-se a letra maiúscula) o nosso »dark side» manifesta-se, melhor: revela-se. Mostramo-nos como somos. E digo dark e não light porque não sou da opinião que andemos constantemente com má cara, ou uma cara neutra e sós nos revelemos totalmente em ambiente familiar. Comigo não resulta. Isto talvez explique o facto de eu conseguir meter conversa com as meninas da caixa do Jumbo e outras filas em que infelizmente me vejo metido.
De modo que vamos brilhando por aí. Mas quando estamos mesmo à vontade, como é o nosso caso Rosita, as coisas manifestam-se a um outro nível. O dark side manifesta-se totalmente no seu máximo esplendor sem medos, vergonhas ou constrangimentos. E tu, de menina tímida e discreta, que toda a gente pensa que és, mostras-te afinal uma extrovertida, extremamente bem disposta, alegre capaz de arrancar a maior gargalhada da noite, mesmo nas noites mais escuras (aquelas que turvam até a nossa alma). E depois tens o descaramento de me dizer que eu é que provoco o teu pior lado. Minha querida, se faço alguma coisa é despertar o teu verdadeiro eu.
Da mesma forma que tu a mim fazes o mesmo e depois é o que é nas noites conimbricenses. Por falar nisto, a latada está a chegar…
Nós sabemos*
A amizade e tudo o que ela implica não se agradecem. É natural que os amigos se compreendam, escutem, tentem ajudar e ajudem de facto, mesmo que possa parecer que não. Tudo isto sem precisar de um “obrigado”. Porque sentir que se ajudou e que o nosso amigo está melhor é o suficiente, enche-nos a alma.
Não se agradece a amizade mas devemos estar gratos por ela, pelos gestos, pelas palavras serenas, pelas maluqueiras, pelas alegrias e mais um número infinito de coisas.
É por isso que eu tenho que dizer obrigada amigo por tudo e mais alguma coisa; porque posso ser eu ao pé de ti; porque podemos sempre dizer tudo; porque me esqueço dos problema (eles existem mesmo!?); porque o dia fica melhor; porque nunca é tarde demais e... *
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Algo não está bem
domingo, 7 de setembro de 2008
Mamma Mia - o filme
O verão acaba…

Estas férias, estive ausente, não estive desligado totalmente da tecnologia, mas ausente da conexão mágica da internet. E só agora recomeço, a Rosa esteve um pouco sozinha, mas esses tempos de tristeza e solidão parecem ter os dias contados.
Feriazinhas simpáticas, trabalho, Algarve, festa da terriola, Barcelona, (oh… doce Barcelona, que saudades). E agora de regresso a Coimbra para mais um ano de trabalho. E este ano com direito a fazer tese de mestrado. Aceitam-se Sugestões.
Ah e sim, Rosa, tive imensas saudades tuas...