terça-feira, 30 de setembro de 2008

abismo



Há dias em que só nos apetece enfiar a cabeça na almofada e chorar.

Sentimo-nso abaixo de cão, esquecidos pelo mundo;

Sentimos que os outros só nos conhecem quando precisam de nós;

Sentimos que não temos força nem coragem para enfrentar aquilo que são os desafios que a vida nos vai colocando dia-a-dia;

É assim que em sinto hoje.. mais que Azul, sinto-me Preto...

E o probelma é que nem sabemso o que temso ou do que precisamos. Simplesmente estamso assim... Queremos apodrecer assim sem que nos diagam nada, mas ao mesmo tempo ansiando que alguém nos bata à porta e nos ofereça um sorriso e um abraço. Que nos faça sentir alguém...

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Ao telemóvel...

Mãe: Boa noite filha! Parabéns.
Eu: Ai, parabéns porquê, o que se passou?
Mãe: É que hoje é o dia dos solteiros, deu uma reportagem na tv e tudo.

:s

*sim, a minha mãe um dia disse, numa loja cheia de gente, lá na terrinha qualquer coisa do género "Eu nunca conheci um namorado à minha filha..."

Vidas...

A Rosa e os Índios I

Quando se é pequenino...

#1
A R. com uns olhinhos verdes/castanhos tipo Gato das Botas do Shrek e 5 aninhos de idade: Oh Professora, eu tenho cócó.
Eu (que fiz uma festinha à menina): Vai num instante à casa de banho...

#2
B.:Eu sou o B., tenho 6 anos e quando for grande quero ser inventor.
Eu:Inventor de quê?
B.:Então... inventor de coisas

* e depois há aqueles dias em que lhes dá para partir tudo e fugir para o recreio e deitarem-se no chão e gritarem e porem-me doida e desesperada...

o ano 5

Conhecem aquela frase: "o primeiro dia do resto da tua vida?"
Esse dia foi para mim à exactamente 5 anos atrás.
Onde estão eles pergunto eu, como é que é possível que 5 anos tenham passado a esta velocidade?
E principalmente como podem ter mudado tanta coisa. quer dizer, afial de contas só mudaram tudo! Uma volta de 180º  na minha vida, nada de especial portanto.
E o mais asustador é que o fim deste ciclo e o principio d eum outro ainda mais assustador está mesmo à porta.
Onde é que isto vai parar?
Alguém me arranje um mapa da vida por favor!!!

domingo, 28 de setembro de 2008

Orxestra Pitagórica



Conhecidos mundialmente por serem uns estroinas e uns desvairados da cabeça sem emenda; uns bêbados de primeira e sabe Deus mais o quê, estes senhores são na realidade uns músicos dotados. É que não pode ser de outra forma. Pessoas que tocam sanita, sinal de transito, armários, garrafas e púcaros de barro (instrumento tradicional Português), em conjunto com instrumentos normais e conseguem uma harmonia musicalmente bela, têm que ser músicos de qualidade . As músicas podem ter temáticas menos próprias, sim é verdade. “eu quero cagar” não é propriamente um hino que possa ser cantado á luz do dia ou em qualquer ambiente, mas a musica está bem feita e eles tocam até muito bem. Ok um maestro que vai de boxers e batina para palco, e tipos que usam camisas a fazer de fralda e assim actuam pode não ser muito normal. Eu sei, não é de todo normal. Mas os homens têm valor. Vai daí, aqui deixo a minha modesta e sentida homenagem a estes senhores de Coimbra, afinal, eu também sou um estudante de Coimbra.

sábado, 27 de setembro de 2008

Conjunto vazio

Todos temos um conjunto vazio, que contém os elementos vazios das nossas vidas e que, apesar de vazio, vai crescendo com o passar do tempo. Alguns dos elementos deste conjunto (que não deixa de ser vazio por ter elementos) são as nossas tristezas e frustrações, a falta de quem partiu e não volta, os nossos medos e incertezas, a falta de alguém especial/um "encosto humano", aquele amigo/familiar/conhecido que se perdeu não se sabe muito bem porquê, as discussões sem sentido em que perdemos o controle ou as nossas feridas e as que provocamos aos outros.

Quando estes elementos se apoderam de nós ficamos ainda mais vazios e sós. Apercebemo-nos de que somos maus e mesquinhos. De que podemos desejar o mal a alguém. Não somos tão perfeitos como pensávamos, afastamo-nos das pessoas e deixamos que elas se afastem de nós, não temos disponibilidade para ouvir ou falar. Magoamo-nos e pior do que isso, magoamos aqueles de quem mais gostamos, os que nos são mais próximos e nos apoiam. Somos como achamos que alguns dos outros são para nós e não gostamos. A nossa consciência fica pesada, dói-nos algo cá dentro mas depois voltamos ao mesmo. Porque temos a nossa vida, os nossos preconceitos e ideias fixas, o nosso orgulho, os nossos problemas e angústias e esquecemo-nos dos outros e de ser com os outros.

E assim o ciclo repete-se e o vazio só aumenta em nós.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Quero ser um super heroi.



Desde sempre que nós humanos, esta raça “superior”, procura imagens de seres supremos. Começou na antiguidade com os deuses, para explicar o que não compreendiam, as grandes figuras mitológicas, projecções muitas vezes daquilo que o Homem gostaria de ser mas que não consegue.

E masi recentemente os super heróis da BD. Super-Homem, Iron-Man, Spider Man, Thor e o seu martelo, Capitão América e a Mulher América também. E o meu querido Batman, o meu favorito devo confessar, por ser diferente de todos os outros.

Todos eles justos e rectos que defendem a humanidade e os valores da sociedade e fazem da Terra um sítio melhor para se viver. Parte deles nem são terrestres! Mas comportam-se como tal. Como convém. Um fato diferente, mas que todos gostam, o Hancock chama-lhe fatos gay, ele lá sabe.

E de facto eles têm sido a projecção do ideal que todos nós ambicionamos, alguém que nos salve, traga. E depois são sempre bonitos e perfeitos.

Eu cá gosto é do Morcego. Porquê? Tem um carrão e um fato giro, o Alfredo é fantástico (ver os últimos dois filmes) e o tipo que lhe desenha os brinquedos, o Lucius Fox, brilhantemente interpretado pelo meu querido amigo Morgan também é uma jóia.

mas reparem, o Bat, é humano. Simples mortal como nós. Lá treinou umas coisas estranhas que metem umas drogas manhosas pelo meio mas lá está ele a deslocar-se pelas e como uma sombra.

E estranhamente não tem a gratidão do povo. É um anti-herói. Salva as pessoas e para bem da própria sociedade assume para si a responsabilidade. A fim de manter a ordem. Faz o que faz porque é o que deve ser feito. Não porque gostam que lhe batam palmas, não porque os pais o educaram para ser bonzinho. Faz o que faz porque o que faz é o que deve ser feito. Tão simples quanto isso. Ou talvez n. ninguém compreender muito bem o imperativo moral que orienta este homem.

Daí acabar sempre sozinho, perseguido por quem salvou e nunca se apercebeu de que foi salvo. Resta-lhe a certeza de ter feito o Bem. E o certo.

Eu gostava de ser este Herói.

Mas não sou tenho pais ricos, nem conta no Bes, nem uma multinacional.

Nem sei artes marciais, nem tenho um físico férreo como ele. Nem o fato me ficaria bem, talvez me safasse a conduzir o carro – talvez ele queira um motorista.

Assim, torna-se difícil mudar o mundo.

Ou talvez não, posso sempre recorrer à ancestral arte não marcial do sorriso e da simpatia. Combinada com a educação e um coração aberto à dádiva e ao sacrifício. A uma doação ao serviço do próximo. E o grande segredo e arma fatal o sorriso, mesmo ao pior dos inimigos.

E o viver o dia-a-dia como uma luta constante, fazendo o melhor que sabemos a cada uma das pessoas que encontramos na rua, não apenas os amigos, também os desconhecidos, assim pouco a pouco vamos nós também transformar-nos num super herói, que não salva o mundo de uma ameaça intergalática ou de um mestre do crime com problemas de cicatrizes e personalidade.

Mas contribuímos para um mundo melhor e para a felicidade de quem nos rodeia.

ainda há futuro ou é uma uz ao fundo do túnel?

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=364813&tema=27

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Futuro que era brilhante


Futuro que era brilhante
Embaciou-se a pouco e pouco
Os passos ficaram lentos
Dando certezas de louco

O desencanto é tão seco
Como a luz que me rodeia
E as coisas que não fiz
Envolvem-me como a teia


letra: Tim
música:
Xutos & Pontapés

O futuro ….

- É já ali ao lado!?
Quando no espaço de quinze dias a nossa vida muda quinze vezes, o futuro não é risonho. A vida é dura, mesmo para quem não é mole. Porque nós decidimos o nosso caminho de acordo com a precariedade que significa ser um professor recém-licenciado em Portugal. Vamos a entrevistas, aceitam-nos umas horas num centro de explicação, inscrevemo-nos em mestrado (para termos sempre algo que fazer) e depois aparecem aquelas oportunidades de que não estávamos à espera; oportunidades que nos dão tempo de serviço e experiência e prometem ser divertidas, mas que não deixam de ser precárias e injustas. Actividades que não oferecem segurança, que nos obrigam a trabalhar a recibos verdes. Mas os recibos verdes são o “café” do dia-a-dia. E de repente deixamos de conseguir ver e de saber o que fazer, o que escolher. O facto dos pais não acharem piada às nossas escolhas também não ajuda. Eu até compreendo, eles têm que nos continuar a sustentar para nós podermos ir trabalhar, mas não ajuda, atrapalha. Resta-nos experimentar, ir à aventura e esquecermo-nos que meio mundo, com quem falamos, a quem perguntamos a opinião está a pensar:”Não sejas estúpida! Tens sorte. Mais vale isso que nada. A X ainda não tem nada…”. Porque nós trabalhamos a pensar no futuro e continuamos a estudar a pensar no futuro, para termos alternativas. Ambas têm custos, prós e contras… Mas como me disseram no outro dia, experimentamos. Se não der logo se vê. E eu gostava de consegui dormir e não me preocupar tanto, mas não consigo. A entrada na pseudo-vida profissional é dura. Já desisti de um plano mais ou menos fixo… vou experimentando.
Hoje vou conhecer os meus índios, que muito provavelmente me farão a vida negra...


*sim, eu sei que quem não tem nada está pior.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

the dark side...



«Tu fazes com que o meu lado mau se manifeste»

Ora muito obrigadinho pela parte que me toca, sim senhora.

 

Foi a conversa ontem com uma certa “senhora”…

Na verdade até percebi o que ela dizia. De facto somos levados a usar máscaras diariamente. Não que sejamos todos uns fingidos claro, mas somos obrigados a moldarmo-nos constantemente à circunstância e ao ambiente em que nos encontramos. É normal. Ou não. O facto é que se tornou vulgar. Tanto que ás vezes nem sei muito bem como sou. Somos uma mistura. Somos um organismo que se adapta. E como bons Tugas que somos, para além de nos adaptarmos ainda nos desenrascamos como ninguém.

 

No nosso caso minha querida “senhora”, o que me parece é que felizmente quando estamos frente a um Amigo (entenda-se a letra maiúscula) o nosso »dark side» manifesta-se, melhor: revela-se. Mostramo-nos como somos. E digo dark e não light porque não sou da opinião que andemos constantemente com má cara, ou uma cara neutra e sós nos revelemos totalmente em ambiente familiar. Comigo não resulta. Isto talvez explique o facto de eu conseguir meter conversa com as meninas da caixa do Jumbo e outras filas em que infelizmente me vejo metido.

De modo que vamos brilhando por aí. Mas quando estamos mesmo à vontade, como é o nosso caso Rosita, as coisas manifestam-se a um outro nível. O dark side manifesta-se totalmente no seu máximo esplendor sem medos, vergonhas ou constrangimentos. E tu, de menina tímida e discreta, que toda a gente pensa que és, mostras-te afinal uma extrovertida, extremamente bem disposta, alegre capaz de arrancar a maior gargalhada da noite, mesmo nas noites mais escuras (aquelas que turvam até a nossa alma). E depois tens o descaramento de me dizer que eu é que provoco o teu pior lado. Minha querida, se faço alguma coisa é despertar o teu verdadeiro eu.

Da mesma forma que tu a mim fazes o mesmo e depois é o que é nas noites conimbricenses. Por falar nisto, a latada está a chegar… 

Nós sabemos*

A amizade e tudo o que ela implica não se agradecem. É natural que os amigos se compreendam, escutem, tentem ajudar e ajudem de facto, mesmo que possa parecer que não. Tudo isto sem precisar de um “obrigado”. Porque sentir que se ajudou e que o nosso amigo está melhor é o suficiente, enche-nos a alma.

Não se agradece a amizade mas devemos estar gratos por ela, pelos gestos, pelas palavras serenas, pelas maluqueiras, pelas alegrias e mais um número infinito de coisas.

É por isso que eu tenho que dizer obrigada amigo por tudo e mais alguma coisa; porque posso ser eu ao pé de ti; porque podemos sempre dizer tudo; porque me esqueço dos problema (eles existem mesmo!?); porque o dia fica melhor; porque nunca é tarde demais e... *

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Algo não está bem

quando um dos centro de explicação mais bem cotados do país se propõe a pagar a um professor profissionalizado recém-licenciado 2,78€ por hora...

domingo, 7 de setembro de 2008

Mamma Mia - a música



*É difícil escolher só uma... Fica o título do filme :p

Mamma Mia - o filme

O filme vale a pena só pela música (a história é algo "irreal"). Os Abba são aquele fenómeno intemporal, com músicas alegres, mexidas... Foi a primeira viz que vi um filme musical em que as pessoas cantavam... No fim até se bateram palmas no "mini-concerto" dado pelos actores. A Meryl está surpreendente, o Pierce não está tão bem, o Colin está melhor do que esperava. Ah e eu quero mesmo ir à Grécia lol

O verão acaba…



Estas férias, estive ausente, não estive desligado totalmente da tecnologia, mas ausente da conexão mágica da internet. E só agora recomeço, a Rosa esteve um pouco sozinha, mas esses tempos de tristeza e solidão parecem ter os dias contados.

Feriazinhas simpáticas, trabalho, Algarve, festa da terriola, Barcelona, (oh… doce Barcelona, que saudades). E agora de regresso a Coimbra para mais um ano de trabalho. E este ano com direito a fazer tese de mestrado. Aceitam-se Sugestões.

Ah e sim, Rosa, tive imensas saudades tuas...