quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Dia de Natal
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.
António Gedeão
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
para todas vós, minhas meninas
domingo, 8 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Leave-me
Leave Me from Daros Films on Vimeo.
Não há palavras para explicar o que se sente ao ver isto.
É de uma beleza e de um amor fora de série.
Amor... ponto final
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
...
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!
Pablo Neruda
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
A verdadeira Amizade

A VERDADEIRA AMIZADE FEMININA
Sofia ia a sair do cabeleireiro e encontrou a Carla na rua:
- Olá, Sofia!!! Cortaste o cabelo?
- Cortei, que achas?
- Estás muito gira, estás 10 anos mais nova. Essas madeixas ficam-te muito bem, está mesmo muito giro, vou fazer umas iguais!
- Ó Carla, é impressão minha ou estás mais magra?
- Sabes, fiz uma pequena dieta agora para o verão…
(meia hora de conversa depois…)
- Olha Sofia, querida, tenho de ir, adoro-te! Beijinhos e dá cumprimentos ao teu namorado!
- Carla, gostei de te ver, beijinhos…
Carla sai pensando: ..Como esta gaja ficou ridícula com aquele corte de cabelo! Será que ela não se vê ao espelho?
Sofia sai pensando: .. Esta Carla está cada vez mais gorda! Deve estar a morrer de inveja do meu penteado. Ainda quer fazer um igual? Ela que pense em emagrecer primeiro!
A VERDADEIRA AMIZADE MASCULINA
O Luís ia a sair do barbeiro e encontra-se com o Pedro:
- Então Luis, seu paneleiro! Como é? Foste à tosquia?
- Não seu caralho… Fui só cortar as patilhas!
- Foda-se, que merda de corte é este? Pareces um rabeta. Acho que andas a levar com ele!…
- É… Mas a tua namorada gosta!
- Vá porta-te!…ah, manda um beijo p`ra boazona da tua irmã, ok?
- Vai-te foder boi! Não tens piça para ela! Xau fica bem!
Pedro sai pensando: .. Este gajo pah… Cinco estrelas!
Luis sai pensando: … Este caralho não muda…. é um espectáculo!
- Cortei, que achas?
- Estás muito gira, estás 10 anos mais nova. Essas madeixas ficam-te muito bem, está mesmo muito giro, vou fazer umas iguais!
- Ó Carla, é impressão minha ou estás mais magra?
- Sabes, fiz uma pequena dieta agora para o verão…
(meia hora de conversa depois…)
- Olha Sofia, querida, tenho de ir, adoro-te! Beijinhos e dá cumprimentos ao teu namorado!
- Carla, gostei de te ver, beijinhos…
Sofia sai pensando: .. Esta Carla está cada vez mais gorda! Deve estar a morrer de inveja do meu penteado. Ainda quer fazer um igual? Ela que pense em emagrecer primeiro!
- Não seu caralho… Fui só cortar as patilhas!
- Foda-se, que merda de corte é este? Pareces um rabeta. Acho que andas a levar com ele!…
- É… Mas a tua namorada gosta!
- Vá porta-te!…ah, manda um beijo p`ra boazona da tua irmã, ok?
- Vai-te foder boi! Não tens piça para ela! Xau fica bem!
Luis sai pensando: … Este caralho não muda…. é um espectáculo!
terça-feira, 13 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
sábado, 26 de setembro de 2009
Quando o tempo não chega...
Obrigada por seres um amigo assim; e desculpa as minhas SÉRIAS lacunas nestas áreas :D
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Dia de merd@, o verdadeiro
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Random thoughts
Porque não pode correr assim tudo bem de uma só vez. Ou pode?
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Regresso a Coimbra
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Contagem decrescente...
- Os concertos de Verão (Keane e JPP);
- A família (os bebés!!) e os amigos;
- A semana na praia;
- As idas ao cinema;
- O Azul a tocar guitarra (e a "ensurdecer" os vizinhos - atenção que ele toca e canta bem, só é muito alto :p );
- As noites quentes.
O pior das férias:
- O desconhecido, que espera lá à frente;
- O não saber muito bem o que fazer.
Mas ainda cheira a Verão e nós somos TODOS tão novos...
*É pena a qualidade do vídeo não ser a melhor...
sexta-feira, 17 de julho de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
O que foi e o que é
quarta-feira, 24 de junho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Superjacto
Fechou a água
Cortou o gás
Porta trancada
Nem olhou para trás
Num superjacto durado
Vai rasgando a noite má
Do outro lado da Terra
Já deve ser de manhã
A chuva cai
Enquanto eu deixo o emprego
Mais um dia, mais um ai
Mais uma sopa e um prego
E um calendário antigo
Com palmeiras a acenar
Leva-me a sonhar contigo
Leva-me a sobrevoar
Um mar verdinho de esperança
Que ao de leve beija a praia
Quem em dera estar por lá
E amar-te nessa areia
São estes meus sonhos
São estas as minhas dores
Que me fazem sofrer mais
Mas tudo tem que ter um fim
O amor é fogo que arde
Vou voar para o pé de ti
Antes que o fogo se apague
Antes que o fogo se apague
Tranquei a porta
Cortei o gás
Olhei em volta
Não voltarei atrás
Num superjacto dourado
Vou rasgando a noite má
Do outro lado da Terra
Já deve ser de manhã
Letra:: Tim
Música:: Xutos & Pontapés
Resolvido um dos maiores mistérios da Humanidade...
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Vieste do nada.
Caíste não a minha vida como uma estela cadente que procura o azul do mar.
Trazias contigo alegria, um sorriso doce e meigo e paciência e tempo para mim.
Foste durante muito tempo a minha companhia, a minha alegria, o motivo das minhas preocupações e tristezas. Mas sobretudo das alegrias e dos meus sorrisos.
Eras o cofre dos meus segredos.
Mas a vida e marota e prega-nos partidas.
Afinal, tu eras uma estrela cadente, e as estrelas cadentes não são para ter, são para contemplar e observar ao longe. Eu não consigo acompanhar a tua viagem. A Força que me move, não te diz nada e empurra-me para outras direcções. E tu queres é continuar a tua viagem, livre e desprendida. Bela, veloz e brilhante como só uma estrela.
Fica apenas a memória dos dias em que eu te podia ter para mim sempre que a noite ofuscava a luz dos meus dias. Tenho que ir à procura de outra luz, ou da Luz quem sabe.
A ti minha querida, não vou dizer nem adeus. Porque o universo é grande e podemos sempre cruzar-nos por aí um dia.
Talvez tenha forças para te devolver um sorriso, sem que percebas que no fundo vou sentir sempre a tua falta, e que me afastei para te ver brilhar.
domingo, 14 de junho de 2009
A Fé está nas fotografias...
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Estraga-se só uma casa...

Eu ia fazer uma comentário e falar do estilo dos dois, do modo de vida, dos tais milhões de euros que os fazem superiores ao comum dos mortais. Mas depois vi a foto e pensei "Coitadinhos!". E logo eu, que até nem me tenho em grande conta...
*A respeito dos posts abaixo. A SIC fala agora da pandemia. Mas já disse que mais à frente vamos ver as férias do craque do momento nos EUA. Será que a Paris também aparece!?
Continuação...
"Toda a gente sabe que naquela zona, por cima do Recife, abana que se farta" ou "seria importante que encontrassem as caixas pretas". E passa-se rapidamente ao resto da actualidade, para voltar a falar do CR/ depois do intervalo e no fecho do jornal.
É que já não há paciência...
As notícias abriram há cerca de 20 min e não se fala de outra coisa. Só a RTP liga à pandemia(?) da gripe, ao jovem* que desapareceu no mar ou ao avião que caiu na semana passada.
*Já agora este gente é meia parva. Desculpem se firo susceptibilidades, mas TODOS os anos acontece a mesma coisa. Começa nas mini-férias do Carnaval ou da Páscoa, vem o Sol o pessoal vai para a praia. Tudo bem. Mas se não foi vigiada não vão para o mar.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Agradecimento Especial
segunda-feira, 8 de junho de 2009
um dia especial, merece algo especial
sexta-feira, 5 de junho de 2009
O Princípio do fim
Passamos uma vida a fazer projectos.
À procura do nosso lugar no mundo, do nosso sentido, da nossa vocação, da felicidade, chamem-lhe o que quiserem. A verdade é que andamos sempre à procura.
E quando encontramos?
Dizia uma personagem de um dos meus filmes favoritos dos últimos tempos “sou como um cão que persegue carros, persigo-os, mas se os alcançasse não saberia o que fazer”.
Temo que infelizmente sejamos um pouco assim, tanto procuramos, tantos planos fazemos, mas quando lá chegamos, o medo instala-se, as dúvidas surgem como abutres no deserto.
Hoje é o meu último dia de aulas daquele que é o penúltimo ano de estudo, para o ano é o fim da preparação para o futuro que escolhi. Já vai ser o lançamento, como diz o Godinho é o primeiro dia do resto da minha vida. E sinto um calafrio, arrepio-me todo de pensar no que ai vem.
Não me sinto preparado. Quero-o. Mas não sei se sou capaz. Sinto-me pequenino, tal como fica o meu coração quando penso no que aí vem. A responsabilidade, o desafio… tudo deixa de ser um sonho e passa a ser realidade.
Tanto que queria que deixasse de ser um sonho, que deixasse a fase do projecto mas agora que finalmente chego ao fim, sinto que não me preparei devidamente, sinto que os meus planos estão todos errados e que eu estou perdido. Não me sinto capaz de erguer o plano que ansiei para mim.
Sempre tive noção de que havia dado um salto no escuro. De cabeça, tinha medido as distâncias. Mas tão alto era o salto que acho que no fundo nem tinha noção de que iria ter que enfrentar o chão. E quando pensava nisso confiava que ou me nasceriam asas e eu poderia planar suavemente (ou não) até ao chão; ou então eu aprenderia a voar como vemos nos filmes; mas eu não sou de acreditar no filmes, pelo menos dos super poderes e assim. Sonho com eles apenas isso. Por isso a minha predilecção pelo morcego, não tem super-poderes, conta consigo.
No meio do salto imaginei que teria ao menos uma capa como a dele, e talvez um fato como o dele para enfrentar a queda.
Agora percebo, ele tem o dele e eu terei que arranjar o meu, não terei o Mr. Fox, não terá tecnologia de ponta, nem será super fixe.
Mas vai ter que funcionar melhor.
O fim aproxima-se e já vejo o chão sorrir para mim, é altura de fazer força e preparar-me…
quinta-feira, 4 de junho de 2009
segunda-feira, 1 de junho de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Ah e tal...
*com as devidas diferenças porque agora a vida é outra. Mas é igual. Feels the same. Ah e a minha idade volta a ser um número par. Gosto dos números pares ;)
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Nós e os pequeninos
A vinda de uma criança ao mundo é, na maioria da vezes e felizmente, um momento muito ansiado e esperado pelos pais. Eu não sou mãe, nem lá perto, mas conheço quem tenha bebés e é realmente um momento mágico. Espera-se que nada de mal aconteça àquele bebé e que se consiga protegê-lo de todo o mal do mundo. Este sentimento é natural, tão natural que nós próprios tendemos a proteger os irmãos mais novos (quando não estamos zangados com eles), os primos, pais, avós, amigos, etc. Não gostamos quando dizem ou fazem certas coisas às nossas pessoas, ficamos revoltados.
Hoje em dia vê-se de tudo. O ritmo de vida actual da nossa sociedade (que nem é dos mais puxados do mundo.... em alguns países a população não frequenta espaços de divertimento nocturnos durante a semana e onde ao fim-de-semana a maioria das lojas e supermercados está fechada...) não permite que os pais passem tempo a educar e incutir valores nos seus filhos. Muitos deles passam demasiado tempo sozinhos. Não têm noção dos seus limites, das regras mínimas de educação; não respeitam o seu espaço nem o dos outros. Eu por um lado percebo, os pais não estão com os filhos e tentam (justificadamente) encontrar formas de compensar a ausência. Pode não ser o melhos método, sei, por experiência própria, que não o é, mas cada um faz o que pode. O que me parece é que além dos precalços da vida, muita desta boa gente não pensou bem o que implica o papel de mãe/pai. Mas ao menos esforçam-se e acredito que alguns façam o melhor que podem e sabem, e quem faz isso não merece ser criticado.
No entanto, há pais que não têm a mínima apetência para ter filhos. Na minha opinião deviam tomar precauções para nunca serem pais. Não estou a falar do aborto (que é outra longa história), estou a falar, por exemplo, do uso de contraceptivos ou medidas mais radicais. Pais que desprezam por completo as crianças e as tratam mal, pais que as obrigam a trabalhar ou exercem sobre elas qualquer tipo de violência. Nestas situações a responsabilidade por uma ida integra e plena deixa de ser dos pais e alguém tem que intervir, salvar aquela criança do meio onde vive, para que possa ter perspectivas de um futuro melhor. Muitas vezes o próprio estado é levado a intervir; a maioria das vezes faz merda. É o que passa com a Alexandra. Como é que ocorre uma coisa destas? Imaginemo-nos nós, adultos, a ir para um país desconhecido com uma pessoa que abusou de nós, sem falar uma palavra que seja daquela língua esquisita e deixando para tráz que nos deu amor e carinho? O que não há-de ir na cabeça e na alma daquela menina. Como é que uma coisa destas acontece?
As Alexandras, Joanas, Madddies, Esmeraldas, os Ruis Pedro (cada caso diferente, eu sei) merecem mais de nós. Merecem mais da nossa sociedade, do estado. Precisam de alguém que lute por eles, que lute com ou contra os pais. Que os salve e os deixe ter oportunidades.
Que futuros adultos andamos nós a criar, num pseudo-país desenvolvido? Quem vão ser os adultos de amanhã?
Basta entra numa escola básica (atenção que também lá há coisas boas, muito boas) para temermos e pensarmos: Quando eu for velhinho, o motor da sociedade é isto? Que diferença vou eu fazer com os meus pseudo-filhos?
Que revolta pela bandalheira em que vivemos...
sexta-feira, 22 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Deficiências
'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
'Louco' é quem não procura ser feliz com o que possui.
'Cego' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
'Surdo' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
'Paralítico' é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam de sua ajuda.
'Diabético' é quem não consegue ser doce.
'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
' A amizade é um amor que nunca morre'.
Mário Quintana
domingo, 17 de maio de 2009
Coisas do fim-se-semana
No dentista
Eu: - Eu hoje não quero levar anestesia. Hoje não a deixo fazer nada que seja para levar anestesia, não me apetece.
Dentista: - Oh Rosa, mas você está grávida?
mais tarde na mesma consulta...
Dentista: Você anda a beijar alguém que fuma?
De volta a casa
Vizinho: - Então correu tudo bem? Já acabaste os exames? E o trabalho?
(A conversa do costume...)
E então quando é que arranjas um rapaz e te casas? Já é tempo. Eu tinha gosto em ir ao teu casamento. Ainda mais agora com o curso acabado...
As pessoas devem achar que ter/encontrar um namorado é como ir ao supermercado fazer as compras da semana, comprar uma peça de roupa ou um par de sapatos. Se não temos namorado, ninguém percebe porquê, somos umas tristes e umas encalhadas. Uns trombolhos que ninguém quer e que vão ficar solteiras e sozinhas a vida toda. Não seguimos a lei da natureza: tirar um curso, arranjar emprego, casar e ter filhos (não necessariamente por esta ordem); o tempo passa e o relógio não pára... Por outro lado, se nos conhecem mais de dois ou três namorados somos umas vadias (putas), umas oferecidas (putas), umas cabeças no ar (putas), no fundo umas putas.
Eu digo sempre que prefiro ficar sozinha a aturar um bêbedo, um homem violento, um gajo que passa a vida nos copos e com os amigos(as). Estar sozinha não é necessariamente mau. Estar sozinha não é sempre bom. Mas a ter que viver como certos casais que conheço, prefiro estar sozinha, prezo a minha liberdade e o meu orgulho mantém-se intacto. Também não há problemas com a teimosia e o mau feitio. Ou isso ou encontrar uma namorada. Aí acabavam os stresses do casamento e dos filhos. Era só a (puta da) ovelha ranhosa que ia contra as leis do universo e da Igreja, que comia gajas, não podia casar nem ter/adoptar filhos. De uma forma ou de outra, quem está de fora, arranja sempre forma de criticar (ainda mais nos meios pequenos).
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Coisas que me tiram do sério... (II)
E eu penso: "Boa pá! No fim de ligares e desligares 20 vezes, eu mereço os parabéns pela paciência."
Esta frase irrita-me solenemente.
*não existem porque o skype funciona e o firefox também...
sábado, 2 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Porque
*Se bem que acho que a vocalista agora não é a mesma. A ver vamos...
segunda-feira, 20 de abril de 2009
E esta ein?
sábado, 18 de abril de 2009
Coisas da vida
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Pensamentos Aleatórios
#2: Que sentido tem a vida se tudo termina?
#3: Que sentido tem a morte quando se é jovem? Quando ainda se tem tanto para viver?
#4: Que sentido tem o que resta da vida quando esperamos a morte? Que sentido tem o que resta da vida, quando já não somos nós, mas o corpo vive?
#5: A morte é difícil de aceitar. Como é que podemos deixar de ser nós? Como se apaga a essência do que somos, do ser?
#6: A morte tem sentido quando ficamos sós, sem ninguém. Quando as pessoas que fazem de nós aquilo que somos desaparecem. Que ficamos nós a fazer? Desaparecer tem mais sentido, custa menos, liberta.
#7: Podemos pensar em morrer quando a vida não vai bem, quando não conhecemos alternativas, quando nos cansamos de viver.
#8: Que sentido tem a nossa vida se tudo termina? É por isso que não termina? Há algo mais? Mais de quê? Do bom ou do mau?
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Quando se sabe que o fim está a chegar...
Negação, Raiva, Barganha (Negociação), Depressão e Aceitação
Ele sabia o que tinha e canta assim maravilhosamente, com entrega, com devoção, com esforço. Há lá melhor forma de encarar o Desconhecido?
*Também podes ouvir o The Show Must go on ou a Bohemian Rhapsody. Mas ouve mesmo, sente a música, vive a letra. Vibra com a entrega dele :)
quinta-feira, 2 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
tudo o que sobe, desce
Tudo o que sobe desce. Tudo o que nasce morre.
São certezas que de tão banais se diriam dignas de La Palisse. Verdades que nos acompanham diariamente mas que, apesar de tudo, não parecem estar totalmente enraizadas, pelo menos naquilo que são as suas consequências totais.
Continuamos a ter medo da morte e de morrer. Sabemos, e brincamos, que é o que de mais certo temos na vida, mas chegado o momentos agarramo-nos à vida com força sobre-humana. Porquê?
Não queremos morrer. Temos medo desse desconhecido. Mas também ninguém quer ser velho. E numa sociedade como a nossa isso é cada vez mais patente. Ninguém quer ser velho, ninguém quer ser imortal. Mas também não se quer morrer.
Porque temos medo? O que assusta assim tanto na morte?
Um músico português da moda, diria que o que assusta não é a morte, mas sim a forma de morrer.
Talvez. Quantas vezes não ouvimos a expressão “não quero dar trabalho”.
Não queremos morrer. E compreende-se. Afinal de contas só sabemos viver. É a viver que encontramos sentido para a nossa vida. Ou será que é na morte que encontramos esse sentido?
A verdade é que conhecemos a vida e é isso que temos e é por isso que lutamos. Talvez isso represente mais um problema do que um bem em si mesmo. Talvez a melhor forma de viver parta exactamente do aceitar aquilo que como dissemos antes é a única certeza que temos desde o nosso nascimento: estamos a caminhar para a morte. Mas isto será tema para um próximo capítulo.
O que nos interessa neste momento é abordar este medo, a recusa da morte.
“Há pensamentos insuportáveis, coisas que não s confessam, especialmente a nós próprios. O terror de morrer; de deixar de existir; de ser varrido, aniquilado. De se acabar o tempo para a fazer o que queríamos[1]”.
O medo da morte é pois devido ao facto de a morte ser interrupção abrupta, violenta da vida. E quantas vezes não vem cedo demais, ceifando até aqueles que supostamente que ainda não tinham visto a sua hora chegar. Crianças; jovens; vítimas de acidentes; negligenciados; vítimas da violência;
É essa interrupção que assusta. A questão da morte está pois intimamente ligada à questão da vida. Não queremos morrer porque queremos viver, porque passamos toda uma vida em busca do sentido da vida e de uma realização pessoal. Anos investidos em estudos, carreiras; vidas de sacrifício para construir uma família e de repente a morte vem e tudo leva e todo o esforço até então vivido parece ter sido em vão.
Esta ligação parece pois paradoxal. A resposta aos anseios da vida, pode estar num enfrentar da própria morte. Diz o Dr. Irvin D. Yalom refere que “olhar a nossa própria morte é transformador e dissipa o medo. Embora a morte física nos destrua, a ideia da morte salva-nos[2]”.
E salva-nos porque nos obriga a tomar uma atitude.
Face à consciência do medo da morte a solução é “olhá-lo de frente, observá-lo, explorá-lo, testá-lo[3]” são maneiras mais eficazes de dominar o medo da morte do que quando se evita esse contacto.
A própria sociedade mudou na forma como se relaciona com a morte é uma questão cultural.
As crianças são ensinadas sobre a origem, o nascimento, concepção. E cada vez mais cedo. E assim encontramos crianças e adolescentes que sabem como “se faz um bebé”, mas que não sabem o que aconteceu ao avó que nunca mais viram.
Nega-se o envelhecer. Há quase um pavor quase generalizado em ser velho. E verificamos as situações ridículas a que se sujeitam tantas pessoas na sua busca pela juventude perdida quando se submetem a numerosas intervenções cirúrgicas e cujo resultado é lamentável.
A própria morte é disfarçada, vejam-se as novas empresas funerárias que já prestam serviço de maquilhagem nos cadáveres.
A própria língua mudou, existem seguros de vida e não de morte; até os testamentos são de vida e não de morte.
[1] MOURA, Cláudia, A morte faz-nos tão bem in Notícias Magazine n.º 859 p.60; (Artigo sobre o Dr. Irvin D. Yalom a propósito do lançamento do seu livro intitulado: De olhos Fixos no Sol)
[2] MOURA, Cláudia, A morte faz-nos tão bem in Notícias Magazine n.º 859 p.60
[3] MOURA, Cláudia, A morte faz-nos tão bem in Notícias Magazine n.º 859 p.62


