segunda-feira, 15 de junho de 2009

Vieste do nada.

Caíste não a minha vida como uma estela cadente que procura o azul do mar.

Trazias contigo alegria, um sorriso doce e meigo e paciência e tempo para mim.

Foste durante muito tempo a minha companhia, a minha alegria, o motivo das minhas preocupações e tristezas. Mas sobretudo das alegrias e dos meus sorrisos.

Eras o cofre dos meus segredos.

Mas a vida e marota e prega-nos partidas.

Afinal, tu eras uma estrela cadente, e as estrelas cadentes não são para ter, são para contemplar e observar ao longe. Eu não consigo acompanhar a tua viagem. A Força que me move, não te diz nada e empurra-me para outras direcções. E tu queres é continuar a tua viagem, livre e desprendida. Bela, veloz e brilhante como só uma estrela.

Fica apenas a memória dos dias em que eu te podia ter para mim sempre que a noite ofuscava a luz dos meus dias. Tenho que ir à procura de outra luz, ou da Luz quem sabe.

A ti minha querida, não vou dizer nem adeus. Porque o universo é grande e podemos sempre cruzar-nos por aí um dia.

Talvez tenha forças para te devolver um sorriso, sem que percebas que no fundo vou sentir sempre a tua falta, e que me afastei para te ver brilhar.

1 comentário:

Rosa disse...

É difícil o que fazes. É difícil a coragem, a vontade. É nobre. Mas não sei se o devias fazer... Porque mesmo duas pessoas diferentes podem brilhar uma ao lado da outra, como amigos. Mas isto sou eu que estou fora da história. Think about it :)