Há pessoas que marcam a nossa vida das mais diversas formas: as que são como nós ou o nosso oposto, as que nos surpreendem ou desiludem, as que deixam no ar um certo mistério. A vida é feita de encontros e desencontros. Custa manter uma relação, dá trabalho, exige disponibilidade e vontade da nossa parte. Muitas vezes acaba a sintonia, deixam de haver assuntos e temas em comum, quebra-se o encanto. Os que eram nossos conhecidos ou amigos passam a ser simples estranhos. Perde-se o rasto a pessoas que nos foram queridas e a nossa vida fica mais vazia. Infelizmente, esta situação é mais frequente do que devia ser, o que é estranho, porque precisamos sempre dos outros e precisámos deles nalguma altura da nossa vida.
Quando se reencontra alguém perdido lá atrás vem-nos sempre à memória quem éramos e surge o confronto com o que somos hoje. Mesmo que isso nos custe, acabamos por perceber que estamos mais amargos e descrentes, que somos mais egoístas e mesquinhos. É como aquele doce que temos de comer de vez em quando, não porque gostamos dele, mas porque nos faz falta o seu sabor que, depois de recordado, se volta a esquecer por muito tempo. A volta do passado recorda-nos o que não queremos repetir no futuro, traz nostalgia, boas e más recordações. Faz-nos pensar, por breves instantes, que vamos mudar, embora não o consigamos; voltamos a viver na nossa concha, mesmo tentando que isso não aconteça. Desculpamo-nos que o telefone funciona para os dois lados, que o outro também tem o contacto e vontade própria. Às vezes esperamos e não tomamos iniciativa, outras vezes tomamos a iniciativa e não há resposta. Devemos sentir-nos culpados pelo abandono? E os outros fazem como nós? Também se lembram que existimos?
Quando se reencontra alguém perdido lá atrás vem-nos sempre à memória quem éramos e surge o confronto com o que somos hoje. Mesmo que isso nos custe, acabamos por perceber que estamos mais amargos e descrentes, que somos mais egoístas e mesquinhos. É como aquele doce que temos de comer de vez em quando, não porque gostamos dele, mas porque nos faz falta o seu sabor que, depois de recordado, se volta a esquecer por muito tempo. A volta do passado recorda-nos o que não queremos repetir no futuro, traz nostalgia, boas e más recordações. Faz-nos pensar, por breves instantes, que vamos mudar, embora não o consigamos; voltamos a viver na nossa concha, mesmo tentando que isso não aconteça. Desculpamo-nos que o telefone funciona para os dois lados, que o outro também tem o contacto e vontade própria. Às vezes esperamos e não tomamos iniciativa, outras vezes tomamos a iniciativa e não há resposta. Devemos sentir-nos culpados pelo abandono? E os outros fazem como nós? Também se lembram que existimos?