quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Mudanças

E a vida volta toda a mudar. De repente, contacto de novo com o sonho, com a adrenalina do improviso, com os alunos que querem mesmo aprender. E penso no que andei a fazer. E já sento falta. Porque eu gosto dos meus índios e eles deram-me muito... E a passa-se da euforia à tristeza em segundos. Penso na insegurança do que está para vir. Porque um mês a dar aulas não é nada. E depois? Depois lembro-me do sonho que, como escreve o Azul, comanda a vida. Vamos atrás dele, choramos e seguimos o nosso caminho. Eu gosto mesmo da minha profissão mas achava que, por agora, a vida me reservava novas aventuras... Segue-se o caminho de cara alegre e com uma dorzinha no coração!

Sonhos

Havia um senhor que dizia que era o sonho quem comandava a vida.
Se calhar até tinha razão. Aquilo que realmente nos move é o sonho. Não digo as coisas pequenas do dia-a-dia. Mas aquilo que é o objectivo último. O grande plano da nossa existência.
Vamos vivendo e vamos fazendo todo o tipo de experiência. Sujeitamo-nos, aturamos, suportamos. Sofremos. Rimos. Choramos. Damo-nos. Apanhamos desiludimo-nos. Mas também nos surpreendemos. 
Vamos levando um dia após dia e para quê?
Para chegar a algum lado? Para ser alguém? Ou para fazer alguma coisa concreta? Talvez.
Mas com certeza que o que quer que seja é o nosso sonho.
E assim é o sonho que comanda a vida. É atrás dele que corremos nesta pista de obstáculos. Em alta velocidade, tentando levantar a cabeça para ver o fim.
E depois? Quando chegamos ao fim?
Andamos a sofrer para terminar um curso. Ok. E depois de termos o curso como é? O sonho termina? Não. Arranjamos outro ainda mais ousado porque de repente percebemos que tudo aquilo que havíamos sofrido até então não é nada parecido com aquilo que nos espera, ou com aquilo que temos capacidade para suportar. 
Somos insaciáveis. Queremos sempre mais.
Não como aquelas crianças mimadas que estão sempre insatisfeitas com o que têm apesar de terem levado a loja dos brinquedos para casa.
Somos insatisfeitos por natureza. Queremos sempre mais.
Como um atleta que após bater o record na sua modalidade apenas pensa em superar-se.
É isto que conduz o mundo. É o sonho que comanda a vida. Queremos sempre fazer mais, ser capazes de mais e mais longe. Se assim não fosse ainda hoje andávamos a pé e uns a cavalo.
Imaginemos então que de um momento para o outro nos era dada a possibilidade de realizar tudo com que sonhamos. Mas mesmo tudo!
O que fazíamos a seguir?... (pois…)
Deixem-se conduzir pelo sonho.
Porque é o sonho quem comanda a vida.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A Rosa e os Índios VIII

#1
Eu - Olhem vocês não se esqueçam...
P. - Olha, tu já te calavas. Estou farto de te ouvir.

#2
Eu - Oh I. a desenhar corações? Tu estás apaixonada.
I. (toda corada e muito decidida) - Pronto! Vou-te contar tudo. Eu namoro desde a Pré.
(E eu parti a rir na cara dela.).

#3
F. - Olha mãe. (e ficou todo atrapalhado).

#4
M. e J. - Oh professora tu hoje estás muito bonita.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

relaxa, amanhá é dia sem stress...

Para descontraires minha Rosinha...


Ao quadrado

O dia de hoje foi mau ao quadrado. Mau para o Azul e mau para mim.
O Azul anda meio triste e não fez uma cadeira, o que não ajuda nada (espero que não te importes que diga isto aqui).
Eu aindo só fiz uma cadeira, o meu carro não anda outra vez, os índios estão doidos (help!!!), os meus dentes não param de doer há uma semana e as explicações correram mal.
É por causa de dias como o de hoje que eu não tenho álcool em casa. Acho que bebia tudo de uma acentada...
A não ser que fosse beber com o Azul. Aí não haveria problema...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Coisas que me tiram do sério...

A respeito do post anterior, lembrei-me de fazer uma listinha de coisas que me tiram do sério e me fazem perder a cabeça, que não é uma coisa lá muito boa...
- Ser fim da semana e ter a casa toda para limpar sozinha , porque a minha companheira de casa foi-se embora e só sujou e eu não consigo viver numa casa toda porca;
- O meu carro não pegar para eu ir trabalhar;
- Os camionistas e a hora de ponta e o trânsito nas rotundas;
- O corropio constante que é a minha vida;
- As minhas dores de costas que me fazem pensar que vou ficar corcunda;
- Os julgamentos precipitados daquilo que não conhecemos e que eu às vezes também faço;
- A falta de consciência ambiental das pessoas. Custa assim tanto separar a merd@ do lixo?;
- Quando o meu pai queima a minha reciclagem;
- Quando a minha mãe vai dizer para uma loja que nunca me conheceu nenhum namorado. (Em minha defesa tenho a dizer que eu consigo espantá-los sozinha, sem ajuda...);
- Estar a chover a potes e eu ter que conduzir;
- Quando metem palavras na nossa boca e afirmam coisas a nosso respeito sem fundamento;
- Quando me tomam por certa;
- Os homens e mulheres que só pensam neles e abandonam a vida que construiram com outra pessoa sem mais nem menos ou fazem coisas ainda piores;
- Quando quero causar boa impressão e pareço uma atrasada mental que não consegue articular duas palavras sem se engasgar;
- As (muito muito ... muito) altas temperaturas no Verão;
- Que a minha irmã coma toneladas de chocolate e seja magra;
- Quando o meu pc avaria num piscar de olhos (da próxima vez compro o Magalhães);
- Ficar sem bateria no telemóvel e precisar de fazer uma chamada;
- Quando uma coisa má nunca vem só;
- Quando nos dão esperanças mas depois não desenvolvem ou dão-nos uma tampa daquelas;
...
*quando me lembrar de mais acrescento


São daquelas coisas...

Por norma não me irrito assim facilmente, nem perco a cabeça facilmente, não gosto e não ganharia nada se o fizesse.

Mas há pequeninas coisas que sendo parvas, estúpidas e insignificantes – dirão alguns – me deixam o coração acelerado e com vontade de impor alguma ordem.

Entre algumas coisas, como os carros a saírem das rotundas sem piscas o que obriga a que toda a gente esteja à espera que sua excelência decida o que vai fazer a seguir e portanto estamos todos a entupir trânsito evitadamente, mas isso é outra história.

Hoje quero partilhar convosco as escadas rolantes! Sim essa grande invenção da humanidade que facilita a locomoção do ser humana, principalmente nos centros comerciais e afins (em Barcelona vi algumas ao ar livre, davam jeito era a subida para o Museu Nacional de Arte Catalã, no monte onde está o Estádio Olímpico, o Monte Judeu dizem eles, e aquilo é a subir, mas a subir!, de modo que dá bastante jeito umas escadas).

Mas a ideia das escadas não é a de um elevador que nos leva sem qualquer esforço a um lado. As escadas lá porque se movem, não deixam de ser escadas! E portanto servem para ser subidas! Dar ao pézinho portanto.  É que se não vamos ali a velocidade caracol a olhar para o boneco. Quando na verdade aquilo é uma velocidade fantástica para irmos a subir e em vez de subirmos 96 degraus subimos nem metade, mas subimos! Não vamos ali a estorvar.

Eu não sei se a maioria das pessoas sabe, os centros comerciais não servem apenas para passear ao domingo. Há quem lá vá fazer outras coisas que não apenas passear e por conseguinte, têm alguma pressa em chegar ao destino para voltar à sua vidinha.

Por isso povo de Portugal e habitantes de Coimbra em geral! Não parem nas escadas! Continuem. É uma experiência interessante a sério! Experimentem!

E para verem que não sou muito nervoso como possa parecer, aqui fica uma musiquina linda e calma ao gosto de uma pessoa amiga que eu conheço...



terça-feira, 20 de janeiro de 2009

o que significa isto?

Todos nós, vamos tendo ao longo da vida, de forma mais ou menso consciente, pessoas que nos marcam. seja pela positiva ou negativa, o importante é que deixam marca.
Uns mais que outros claro, mas fica para sempre em nós o registo dessa apssagem.
Daqueles que marcam, há sempre boas recordações.
Há aqueles que sempre gostámos, aqueles que não gostávamos ao início, e depois fizeram mudar a nossa opinião.
E há um grupo especial, que de forma diferente foi ajudando a talhar aquilo que somos.

Pois, bem. E quando essas pessoas, que vão muito mais à frente no caminho, voltam para trás, estendendo a sua mão. Não para nos conduzir, mas sim em busca de conforto e de um puxão.
Aí ficamos a pensar, o que se está a passar? O que me aconteceu? Não era suposto ser ao contrário?
O que significa isto?

domingo, 18 de janeiro de 2009

...

Como diz uma grande amiga minha, eu hoje precisava de alguém que me fizesse um chá quentinho e me desse muitos miminhos...

sábado, 17 de janeiro de 2009

escuridão...

Aquilo que escolhemos para nós enquanto opções e escolhas para nós mesmos em termos de perspectiva de vida, são muitas vezes sonhos dourados.

Somos jovens, e não é que não pensemos, porque pensamos, não temos, talvez, os dados necessários a um raciocínio correcto. Chamemos à nossa vida um túnel escuro, e que como caminhantes desse túnel quando entramos todos nós recebemos uma lanterna á entrada, para ir iluminando o caminho.

Como quando entramos somos ainda muito pequenos, dão-nos uma lanterna pequena, com pouco alcance. E à medida que vamos crescendo vamos podendo levar outra mais potente, que ilumina mais, ate porque a escuridão destes túneis tem tendência a tornar-se cada vez mais densa.

Portanto não é que não pensemos, a nossa lanterna é que ilumina pouco. E muitas vezes em vez de ajudarem, aqueles que têm lanternas mais potentes, ainda carregam mais para baixo a nossa… mas isso é outra conversa.

O que acontece é que idealizamos, sonhamos e como diz o outro o sonho é que comanda a vida e lá vamos nós. E às vezes, quase sempre, percebemos que o sonho é uma coisa completamente diferente. E que o dourando tem nuances muito acentuadas. E que muitas vezes temos é uma palete de cores entre nós e o dourado.

É onde me encontro. Numa cor bem escura e diferente daquela que via quando me decidi, corajosamente a entrar pelo túnel a dentro qual Alexandre Serpa Pinto no coração de África.

Se calhar porque a minha lanterna ilumina cada vez mais e vai revelando os contornos, por vezes tristes daquilo que me rodeia, que eu desconhecia e nem pensei serem possíveis. E não é por serem muito bonitos.

Havemos de desistir? Não, acho que não. Às vezes apetece sim. Apetece mesmo, mandar tudo para a terra do Sr. Côdeas e fazer outra coisa.

Mas a cor que nos chamou a atenção continua lá ao fundo a brilhar e continua toa ou mais atraente do que quando a vi a primeira vez.

Espero que isto sirva de lição. E que apesar de a escuridão ser densa, fria, húmida, solitária e me obrigar a sacrifícios por vezes estúpidos, tudo isto sirva para que quando chegar Àquela Luz bonita que me atrai e seduz, eu a Aprecie ainda mais e Lhe dê todo o valor que realmente tem.

 



quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Que dia....

... de merd@

Muita chuva, muita chuva, muita chuva.

Muita chuva e muito trânsito.

Muita chuva e eu ter que conduzir.

Muita chuva e chegar atrasada a todo o lado.

Muita chuva e mau-humor em todo o lado.

Muita chuva deixa-me de mau-humor e com dor de cabeça.

Muita chuva e índios mais sossegados. Ao menos isso... Tirando um que fez birra e queria fugir e queria que eu o fosse levar a casa.

Muita chuva e um dia de merd@.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

30 Anos

Os comendadores, Senhores do Rock Português completam hoje 30 anos.
Não há palavras para escrever o que isto significa, eles falam por si, Senhores e Senhoras convosco...
Xutos & Pontapés::




segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

sou de onde?

No outro dia estava de férias na terrinha.
fui á missa e vi um jovem casal que conheço de vista ainda antes de casarem.
Nada de extraordinário.
O estranho foi que o jovem casal já se fazia acompanhar de um bebé recém-nascido - ou nem tanto - o que também não tem nada de mal.
Aquilo que me deitou abaixo, foi que eu nem vi a mulher grávida. E aquilo ficou-me cá dentro a matutar. Quando saí de carro, reparei numa casa já quase pronta. Nada de extraordinário.
Eu nem a vi começar fazer...
A mulher andou grávida 9 meses e a criança deve ter no mínimo 2 meses e eu não vi nada.
E isto levou-me a pensar: eu não sei de onde sou.
Da terra já não sou. Não conheço ninguém quase. Estou afastado de todas estas coisas.
De Coimbra, a minha querida Coimbra, também não sou, é só de passagem. Qual contrato a curto prazo e com um fim cada vez mais próximo.
De Leiria também não sou. Porque só lá vou ao fim de semana e de passagem.
Então digam-me: de onde sou eu? Onde poderei eu estar e dizer esta e a minha casa?
E como fui ver a Amália na sexta e como depois desta reflexão me sinto quase um cigano sem terra certa, fica aqui uma música para servir de fundo a estes pensamentos.

sábado, 3 de janeiro de 2009

O Natal e o Ano Novo

Este ano a época festiva passou sem eu dar conta. Houve o convívio com a família, os jantares, as prendas, os passeios, as celebrações religiosas. Faltou qualquer coisa. Não sei o quê, mas o espírito festivo não esteve cá.
O ano que passou terminou. Houve momentos bons e maus. Foi um ano de mudança e insegurança. Foi um ano de ambiguidades. Foi um ano transparente. 2006 foi negro, 2007 cinzento e 2008 foi transparente.
Resoluções para 2009 não fiz. Não sabia o que pedir/desejar/comprometer-me a fazer. Espero que sejamos felizes, que os nossos amigos fiquem por perto, que haja boa disposição e pouco stress, que encontremos o que procuramos (mesmo se não sabemos bem o que é), que os nossos amigos e familiares sejam felizes, que tenhamos alguma utilidade para os outros e para o mundo, que nos sintamos mais nós. Espero que este ano seja branco ou uma cor mais quente e que para o ano o espírito seja vermelho, laranja ou amarelo.