sábado, 17 de janeiro de 2009

escuridão...

Aquilo que escolhemos para nós enquanto opções e escolhas para nós mesmos em termos de perspectiva de vida, são muitas vezes sonhos dourados.

Somos jovens, e não é que não pensemos, porque pensamos, não temos, talvez, os dados necessários a um raciocínio correcto. Chamemos à nossa vida um túnel escuro, e que como caminhantes desse túnel quando entramos todos nós recebemos uma lanterna á entrada, para ir iluminando o caminho.

Como quando entramos somos ainda muito pequenos, dão-nos uma lanterna pequena, com pouco alcance. E à medida que vamos crescendo vamos podendo levar outra mais potente, que ilumina mais, ate porque a escuridão destes túneis tem tendência a tornar-se cada vez mais densa.

Portanto não é que não pensemos, a nossa lanterna é que ilumina pouco. E muitas vezes em vez de ajudarem, aqueles que têm lanternas mais potentes, ainda carregam mais para baixo a nossa… mas isso é outra conversa.

O que acontece é que idealizamos, sonhamos e como diz o outro o sonho é que comanda a vida e lá vamos nós. E às vezes, quase sempre, percebemos que o sonho é uma coisa completamente diferente. E que o dourando tem nuances muito acentuadas. E que muitas vezes temos é uma palete de cores entre nós e o dourado.

É onde me encontro. Numa cor bem escura e diferente daquela que via quando me decidi, corajosamente a entrar pelo túnel a dentro qual Alexandre Serpa Pinto no coração de África.

Se calhar porque a minha lanterna ilumina cada vez mais e vai revelando os contornos, por vezes tristes daquilo que me rodeia, que eu desconhecia e nem pensei serem possíveis. E não é por serem muito bonitos.

Havemos de desistir? Não, acho que não. Às vezes apetece sim. Apetece mesmo, mandar tudo para a terra do Sr. Côdeas e fazer outra coisa.

Mas a cor que nos chamou a atenção continua lá ao fundo a brilhar e continua toa ou mais atraente do que quando a vi a primeira vez.

Espero que isto sirva de lição. E que apesar de a escuridão ser densa, fria, húmida, solitária e me obrigar a sacrifícios por vezes estúpidos, tudo isto sirva para que quando chegar Àquela Luz bonita que me atrai e seduz, eu a Aprecie ainda mais e Lhe dê todo o valor que realmente tem.

 



1 comentário:

Rosa disse...

É bem verdade o que escreves neste post.
As escolhas, as ilusões, as dúvidas, o escuro, a insegurança, a ansiedade. Eu ando assim desde Setembro. Vou andando e não vou desistindo. Mas também não sei bem para onde vou nem para onde quero ir... Tu ao menos sabes para onde queres ir. Isso é bom. Assim supera-se qualquer obstáculo, apesar dos dias menos maus.