quinta-feira, 30 de abril de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Porque
*Se bem que acho que a vocalista agora não é a mesma. A ver vamos...
segunda-feira, 20 de abril de 2009
E esta ein?
sábado, 18 de abril de 2009
Coisas da vida
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Pensamentos Aleatórios
#2: Que sentido tem a vida se tudo termina?
#3: Que sentido tem a morte quando se é jovem? Quando ainda se tem tanto para viver?
#4: Que sentido tem o que resta da vida quando esperamos a morte? Que sentido tem o que resta da vida, quando já não somos nós, mas o corpo vive?
#5: A morte é difícil de aceitar. Como é que podemos deixar de ser nós? Como se apaga a essência do que somos, do ser?
#6: A morte tem sentido quando ficamos sós, sem ninguém. Quando as pessoas que fazem de nós aquilo que somos desaparecem. Que ficamos nós a fazer? Desaparecer tem mais sentido, custa menos, liberta.
#7: Podemos pensar em morrer quando a vida não vai bem, quando não conhecemos alternativas, quando nos cansamos de viver.
#8: Que sentido tem a nossa vida se tudo termina? É por isso que não termina? Há algo mais? Mais de quê? Do bom ou do mau?
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Quando se sabe que o fim está a chegar...
Negação, Raiva, Barganha (Negociação), Depressão e Aceitação
Ele sabia o que tinha e canta assim maravilhosamente, com entrega, com devoção, com esforço. Há lá melhor forma de encarar o Desconhecido?
*Também podes ouvir o The Show Must go on ou a Bohemian Rhapsody. Mas ouve mesmo, sente a música, vive a letra. Vibra com a entrega dele :)
quinta-feira, 2 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
tudo o que sobe, desce
Tudo o que sobe desce. Tudo o que nasce morre.
São certezas que de tão banais se diriam dignas de La Palisse. Verdades que nos acompanham diariamente mas que, apesar de tudo, não parecem estar totalmente enraizadas, pelo menos naquilo que são as suas consequências totais.
Continuamos a ter medo da morte e de morrer. Sabemos, e brincamos, que é o que de mais certo temos na vida, mas chegado o momentos agarramo-nos à vida com força sobre-humana. Porquê?
Não queremos morrer. Temos medo desse desconhecido. Mas também ninguém quer ser velho. E numa sociedade como a nossa isso é cada vez mais patente. Ninguém quer ser velho, ninguém quer ser imortal. Mas também não se quer morrer.
Porque temos medo? O que assusta assim tanto na morte?
Um músico português da moda, diria que o que assusta não é a morte, mas sim a forma de morrer.
Talvez. Quantas vezes não ouvimos a expressão “não quero dar trabalho”.
Não queremos morrer. E compreende-se. Afinal de contas só sabemos viver. É a viver que encontramos sentido para a nossa vida. Ou será que é na morte que encontramos esse sentido?
A verdade é que conhecemos a vida e é isso que temos e é por isso que lutamos. Talvez isso represente mais um problema do que um bem em si mesmo. Talvez a melhor forma de viver parta exactamente do aceitar aquilo que como dissemos antes é a única certeza que temos desde o nosso nascimento: estamos a caminhar para a morte. Mas isto será tema para um próximo capítulo.
O que nos interessa neste momento é abordar este medo, a recusa da morte.
“Há pensamentos insuportáveis, coisas que não s confessam, especialmente a nós próprios. O terror de morrer; de deixar de existir; de ser varrido, aniquilado. De se acabar o tempo para a fazer o que queríamos[1]”.
O medo da morte é pois devido ao facto de a morte ser interrupção abrupta, violenta da vida. E quantas vezes não vem cedo demais, ceifando até aqueles que supostamente que ainda não tinham visto a sua hora chegar. Crianças; jovens; vítimas de acidentes; negligenciados; vítimas da violência;
É essa interrupção que assusta. A questão da morte está pois intimamente ligada à questão da vida. Não queremos morrer porque queremos viver, porque passamos toda uma vida em busca do sentido da vida e de uma realização pessoal. Anos investidos em estudos, carreiras; vidas de sacrifício para construir uma família e de repente a morte vem e tudo leva e todo o esforço até então vivido parece ter sido em vão.
Esta ligação parece pois paradoxal. A resposta aos anseios da vida, pode estar num enfrentar da própria morte. Diz o Dr. Irvin D. Yalom refere que “olhar a nossa própria morte é transformador e dissipa o medo. Embora a morte física nos destrua, a ideia da morte salva-nos[2]”.
E salva-nos porque nos obriga a tomar uma atitude.
Face à consciência do medo da morte a solução é “olhá-lo de frente, observá-lo, explorá-lo, testá-lo[3]” são maneiras mais eficazes de dominar o medo da morte do que quando se evita esse contacto.
A própria sociedade mudou na forma como se relaciona com a morte é uma questão cultural.
As crianças são ensinadas sobre a origem, o nascimento, concepção. E cada vez mais cedo. E assim encontramos crianças e adolescentes que sabem como “se faz um bebé”, mas que não sabem o que aconteceu ao avó que nunca mais viram.
Nega-se o envelhecer. Há quase um pavor quase generalizado em ser velho. E verificamos as situações ridículas a que se sujeitam tantas pessoas na sua busca pela juventude perdida quando se submetem a numerosas intervenções cirúrgicas e cujo resultado é lamentável.
A própria morte é disfarçada, vejam-se as novas empresas funerárias que já prestam serviço de maquilhagem nos cadáveres.
A própria língua mudou, existem seguros de vida e não de morte; até os testamentos são de vida e não de morte.
[1] MOURA, Cláudia, A morte faz-nos tão bem in Notícias Magazine n.º 859 p.60; (Artigo sobre o Dr. Irvin D. Yalom a propósito do lançamento do seu livro intitulado: De olhos Fixos no Sol)
[2] MOURA, Cláudia, A morte faz-nos tão bem in Notícias Magazine n.º 859 p.60
[3] MOURA, Cláudia, A morte faz-nos tão bem in Notícias Magazine n.º 859 p.62