Cheguei a casa madrugada adentro do Palma e a TVI exibia, em estreia na tv, o filme O Diário da Nossa Paixão. Não é a hora para exibição deste filme que quero comentar, é só mais um dos disparates que me levam a quase não ver televisão, a não ser os telejornais e as séries... O que quero comentar é o tema do filme, o amor entre o Noah e a Allie.
Inicialmente é um olhar, uma atracção, o encantamento mútuo, a paixão intensa, o nascer de um "amor" ingénuo e de descoberta. A vida e o preconceito levam-nos para longe um do outro, mas o que sentem não esmorece, fica “escondido” num cantinho do cérebro e o reencontro é inevitável. Depois dos percalços descobrem-se e revêem-se um no outro. Começa o amor cúmplice, de entrega total e de dedicação. O amor que dá frutos, que amadurece a paixão. Cedo demais, a mente de Allie prega-lhe uma partida, condenando-a a esquecer tudo o que é, o que viveu, aqueles que ama… Numa “medida desesperada” ela decide escrever a sua história com Noah, para que ele lha leia e ela possa voltar para ele. E o que os separa é, ironicamente, o que os une até ao final da vida. O compromisso assumido por Noah não se desfaz. Ele vive numa instituição com Allie, tomando conta dela e partilhando com ela o seu dia-a-dia. Allie só o reconhece por breves instantes à medida que ele lhe vai lendo a história das suas vidas, mas isso é suficiente para ele, porque por breves instantes reencontra-a e percebe que a “sua Allie” está ali, que o ama, que se lembra, mesmo que seja muito breve.
É este amor que dá sentido à vida, que todos aspiramos. Um amor que apesar das contrariedades não esmorece, um amor que é também uma amizade e uma dedicação sem fim, um amor que nos faz sentir bem, que nos faz ser felizes se o outro é, que nos faz nunca nos sentir sós nos anos mais avançados das nossas vidas. Um amor que é uma construção e um desafio, que se transforma mas que não acaba. That´s how love should be…






