sábado, 28 de junho de 2008

Diário da Nossa Paixão

Cheguei a casa madrugada adentro do Palma e a TVI exibia, em estreia na tv, o filme O Diário da Nossa Paixão. Não é a hora para exibição deste filme que quero comentar, é só mais um dos disparates que me levam a quase não ver televisão, a não ser os telejornais e as séries... O que quero comentar é o tema do filme, o amor entre o Noah e a Allie.
Inicialmente é um olhar, uma atracção, o encantamento mútuo, a paixão intensa, o nascer de um "amor" ingénuo e de descoberta. A vida e o preconceito levam-nos para longe um do outro, mas o que sentem não esmorece, fica “escondido” num cantinho do cérebro e o reencontro é inevitável. Depois dos percalços descobrem-se e revêem-se um no outro. Começa o amor cúmplice, de entrega total e de dedicação. O amor que dá frutos, que amadurece a paixão. Cedo demais, a mente de Allie prega-lhe uma partida, condenando-a a esquecer tudo o que é, o que viveu, aqueles que ama… Numa “medida desesperada” ela decide escrever a sua história com Noah, para que ele lha leia e ela possa voltar para ele. E o que os separa é, ironicamente, o que os une até ao final da vida. O compromisso assumido por Noah não se desfaz. Ele vive numa instituição com Allie, tomando conta dela e partilhando com ela o seu dia-a-dia. Allie só o reconhece por breves instantes à medida que ele lhe vai lendo a história das suas vidas, mas isso é suficiente para ele, porque por breves instantes reencontra-a e percebe que a “sua Allie” está ali, que o ama, que se lembra, mesmo que seja muito breve.

É este amor que dá sentido à vida, que todos aspiramos. Um amor que apesar das contrariedades não esmorece, um amor que é também uma amizade e uma dedicação sem fim, um amor que nos faz sentir bem, que nos faz ser felizes se o outro é, que nos faz nunca nos sentir sós nos anos mais avançados das nossas vidas. Um amor que é uma construção e um desafio, que se transforma mas que não acaba. That´s how love should be

parabéns

Maus amigos ainda estou de ressaca do Palma. Consegui ir mesmo para a frento do palco, motivo pelo qual quase nao vi a Rosa, mas ela compreende. Tenho fotos optimas, que depois partilho.
Mas para já o importante é dar os meus sinceros e sentidos parabéns à Rosa! Curso terminado com a brilhante classificação de 18 valores (dezoito!) fantástico. Sinto-me orgulhoso, por ter uma amiga assim.
Ao mesmo tempo sinto-me desmotivado. Um homem não consegue fazer notas assim... sinto-me pequenino.. Mas rosa és grande e muitos parabéns!

Parece que está melhorzinha

Resta saber é por quanto tempo... Notícia aqui.

O que é nacional é bom

Cheguei agora de ver este senhor...

O Azul também lá estava com a Carolina dele...

Coimbra tem mais encanto...

Dizem que é na hora da despedida. Já há muito tempo que me rendi a Coimbra e aos seus encantos. Passei aqui dos melhores anos da minha vida. Ontem (27 de Junho de 2008) recebi a minha última nota. Acabei o curso. Já sou licenciada em Matemática :) Nem sei bem qual é a sensação. Quando digerir tudo faço outro post... Só espero ter a sorte de conseguir ficar por cá...

sexta-feira, 27 de junho de 2008

será do cimento

Bem, antes de mais, que fique bem claro que o Azul gosta da Rita dos sapatinhos vermelhos, não tenho nada contra a senhora, e até gostei muito de a ver duas vezes este ano ao vivo em Coimbra junto do David.
Por outro lado, contrariamente que a minha Rosita estava a pensar, eu não estava com segundas intenções em relação ao decote da vizinha de trás da minha rosinha que de facto era bastante provocador.
Sim porque eu acho, e não me levem a mal, que quem sai à rua assim é mesmo porque querem que alguém veja! Não pode ser de outra forma. E não há problema, o que é bom é para se ver certo?
Mas depois não fiquem muito escandalizadas e muito ofendidas porque está alguém a olhar para vocês!

Mas esta conversa com a rosa ontem, enquanto aproveitamos la dolce vita, fez-me pensar nessa classe mundial: pedreiros, trolhas e malta das obras em geral (se bem que são mesmo os pedreiros os piores neste assunto e eu sei porque trabalho com imensos no verão).
Todos nós conhecemos aqueles piropos: ó jóia anda cá ao ourives, pareces um helicóptero: gira e boa! Etc, etc e tal.
A minha questão é: porque raio são estes homens assim?!
Vamos lá ver, se fosse só em Portugal, ou num único país eu pensaria que se trata de algo cultural, é típico daquela malta. Mas não é!
É algo universal, que vai desde o nosso cantinho Português e se estende por toda essa Europa fora e Américas e tal! Sempre, mas sempre muito ligados ao pessoal da construção.
Haverá alguma explicação?
A única que me ocorre é muito simples: pó de cimento. Que deve ser igual um pouco por todos o lado e que poderá provocar uma reacção química no cérebro destes homens que edificam o mundo (em termos de construção claro) e que faz com que eles puxem a sua veia de poeta de rua cá para fora e a partilhem com as mulheres que cruzam os seus territórios!
Haverá outra explicação? Aceitamos propostas e sugestões!
Quanto ás minhas amigas adeptas do belo do decote até ao umbigo e que ouvem esta poesia popularucha, confessem eu sei que sim, no fundo no fundo até gostam um bocadinho, sentem-se todas vaidosas e orgulhosas por alguém repara em vocês! É normal!
(não me digam que é mentira porque já me disseram que é verdade!)

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Hold still

Para o Azul não dizer que eu o trato mal e para ver se ele dá uma break à ritinha...

Decotes de Verão

Esta tarde fui beber café com o Azul. Coimbra, quinta à tarde, quase 30º… A dada altura o meu amigo estava "interessado" nos decotes das meninas da esplanada... Já se sabe, "calor"="menos roupa", etc e tal.

Os decotes são sem dúvida o melhor do Verão, para eles e para elas. Eles por razões óbvias. Elas porque andam frescas e são alvo de “atenção”, o que é sempre bom para o ego. O mais fantástico dos decotes é que quase toda a gente os pode (e deve) usar, em quantidade q.b. e tendo consciência do que é. Às “gajas boas”, como todo o resto, um decote fica sempre bem… Mas as meninas “normais” ou com “tamanhos acima da média” (como eu…) podem beneficiar do decote. Um bom decote leva a que não se repare no resto: nos puffs, na anca mais larga, no braço mais gordinho, … Com um top ou uma blusa adequada, ninguém (eles) repara em mais nada a não ser nas ditas cujas… Portanto usem e abusem do decote, está tanto calor…

*Teoria partilhada por algumas das minhas amigas mais próximas

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Sinto-me....


Depois de tanto trabalho e correria a exposição e a comunicação foram canceladas... E por porquê? Porque as pessoas não têm calma e não sabem comunicar. Porque andamos uns para cada lado a achar que temos razão e não nos sabemos colocar no lugar do outro. E quem não tem nada a ver com o assunto e se esfola a trabalhar apanha por tabela...
Estou frustrada e o dia até estava a correr bem...
Lado positivo? Parece que vou de férias mais cedo :s

e já agora...

Fiquem-se com este filme, que neste momento define totalmente o meu estado de espírito.
São os meus queriods amigos Guns n' Roses, com a guitarra mágica do Slash e o resto do gang.
Espero que apreciem.



Mais um




Terminou. Mais um ano lectivo. Acabei de fazer o último exame.
E só penso: onde raio se enfiou todo este tempo? É o quinto ano desta minha aventura. E não sei como passou tão rápido.
Parece impossível. É um dia atrás de outro a uma velocidade vertiginosa. E quando damos por nós estamos velhos. Aquela sensação do "ainda falta muito, tenho tempo" foi-se, sumiu-se como uma nuvem que farte de ser cinzenta e triste, chora as suas mágoas sobre nós, num festival de água e relâmpagos e de repente se transforma num dia de céu azul.
Mas ao contrário da nuvem nem sempre nos vemos transportados para um dia de céu azul límpido, ás vezes damos connosco numa tempestade.
Percebo que aquela divisão do tempo, em passado presente e futuro, é incorrecta. O presente não existe. Tão simples quanto isto. Existe apenas um futuro que passa por nós mais rápido que um Shelby Gt 500* e que se transforma num passado, muito recente mas que n deixa de ser passado, pois já não o podemos alterar. Por muita vontade que tenhamos de fazer “ctrl+z” a algumas das coisas que, por qualquer motivo, tenhamos feito e da qual não nos orgulhamos tanto.
E assim vemo-nos presos nesta tensão do já e do ainda não. Entre um já que fazemos e um ainda não que se transforma no já foi!
A nós cabe-nos pegar no jogo, (como o Figo e o Deco) antecipar e dar a volta por cima. Ou então pegarmos nós no volante do Shelby e aprendemos a conduzir a alta velocidade. Porque se não, quando dermos por nós fomos ultrapassados e não soubemos aproveitar a vida.
E porque a vida é dom (sim é dom de Deus) e como só temos uma há que a aproveitar, ou corremos o risco de descobrir que nunca soubemos o que é a felicidade. E ninguém quer isso pois não?

Mas para já, só quero pensar nuns dias de descanso.



*O Shelby Gt 500, é um dos meus favoritos, é lindo, uma obra prima da arte moderna com motor;

Rosita, tu e eu 500 cavalos debaixo do acelerador e uma autoestrada a caminho de um destino onde só se respira paz e sossego, que tal?

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Amor amor ou um texto sem nexo?


Às vezes ouve-se dizer que há muitas formas de gostar de alguém, tipo diferentes tipos de amor. Será?
Amor é só um! Seja por um amigo, seja por um namorado, seja um esposo ou um filho. A intensidade, ou grau será diferente como é óbvio, consoante as circunstâncias e a relação que se cria. Mas ok compreende-se que se diga diferentes formas de amar.
E diferentes formas de amar implicam diferentes formas de expressar esse amor. Os “amantes” (no bom sentido da palavra) entregam-se, fundem-se num só. Os pais beijam os filhos, os amigos abraçam-se. Os conhecidos dizem «olá».
Mas de facto é curioso, como dentre de cada tipo de relação a intensidade do sentimento pode mudar. Temos amigos mais amigos que outros. É destes mais amigos que vos quero falar.
Já vos aconteceu olhar para alguém e sorrir só de a ver? Ou vibrar por dentro e ficar ansioso só porque se vai estar com essa pessoa e partilhar as duas horas de um qualquer filme do Steven?
E ultrapassar a barreira da linguagem? Deixar de depender de palavras para comunicar. Quando um olhar, um gesto, um toque na face, um agarrar a mão, um abraço dizem tudo? Isso meus amigos é amor! E não me venham com tretas, é amor a valer! Pode-se confundir com algo mais, pode. Claro principalmente quando andamos mais frágeis. Mas se calhar pode até ser o percurso normal, o início de algo ainda mais forte, mais intenso. Sim pode, perfeitamente. Mas não tem que ser. Pode ser só a amizade no seu auge máximo. E isso é bonito. Mas somos humanos, também temos a nossa parte “selvagem, animal” vai ser sempre preciso cuidar par na estragar. Porque nem todas as relações “dão o salto”, dessas só deve haver realmente uma ou duas… daquelas a sério, não como hoje em dia se diz por aí.
Por isso, bloqueador? Sim. Mas consegue-se ultrapassar isso. Chamemos-lhe amizade espiritual. Aquela que vai para além do físico. Que não está dependente das regras da física, nem presa pelas barreiras do tempo e do espaço. São superiores a tudo isso. Isso meus senhores e minhas senhoras é Amizade no seu estado mais puro e cristalino: puro amor.
Não se esqueçam amem!


O porquê dos bloqueadores*

As amizades dão cor e sabor à vida. São construídas e cultivadas... Se tivermos sorte conseguimos manter um ou dois bons amigos (daqueles que são quase como irmãos) toda a vida. Porque muitos "amigos" deixam de o ser ou se calhar nunca o foram verdadeiramente. São pessoas com quem nos identificámos numa determinada altura da nossa vida, mas que agora já não nos dizem nada... São pessoas que seguiram, dadas as circunstâncias da vida, caminhos diferentes e distantes dos nossos e vice-versa. Eu, infelizmente e muitas vezes por minha "culpa", tenho muitos "amigos" assim...
Quando temos amigos do coração do sexo oposto, com quem nos identificamos, com quem nos sentimos à vontade, ao pé dos quais somos verdadeiramente nós as coisas podem complicar-se. As amizades podem mexer connosco de outro modo. Pode-nos dar vontade de cometer uma loucura, de seguir uma vibe do momento... Tudo isto se complica se andamos disponíveis e predispostos a encontrar alguém que nos preencha "um bocadinho da nossa vida" (digo um bocadinho, porque para sempre é um compromisso assustador...). Nestas ocasiões, em que amizade/atracção se misturam e nas quais o nosso cérebro pode desligar, convém ter um bloqueador à mão... Passo a explicar... Um bloqueador para o amigo X, porque não queremos interferir com as opções de vida dessa pessoa, porque não queremos (conscientemente) que aconteça nada, porque não queremos perder uma grande amizade, porque não queremos complicar a nossa vida, porque andamos fartos de colar cacos, etc e tal.
Seria interessante ceder à "tentação" e desactivar o bloqueador? Não digo que não. Mas depois se concluímos que é uma asneira tão grande que nem conseguimos voltar a olhar nos olhos um do outro? Se perdemos a nossa química e cumplicidade?
Ficamos com mais um "amigo" para juntar à estatística dos "amigos". Ficamos incomodados com o estrago que fizemos na nossa vida e na do nosso amigo...
Como forma de prevenção, o meu mantém-se ligado...

* private joke

domingo, 22 de junho de 2008

O meu amigo Carlos

Sábado, 20 de Junho de 2008, Mogofores, 07:30;
Depois de apreciar a "petit maison" do nossa Grande Grande amigo Zé Cid, apareceu ele.
Pequenino, sorridente, de pasta na mão e andar ligeiro, apesar de alguns "brancos" no seu cabelo;
Recebeu-me de mão estendida e de braços abertos: -"Bom dia Jovens!";
Ali estava ele á miha frente, o meu coração batia mais rápido, os meus lábios ragaram-se num sorriso de admiração, pasmo, respeito e de um forte ssentimento de orgulho por estar ali naquele momento.
Não este com meias medidas, nem com protocolos sentou-se no carro, ajeitou o banco, para dar espaço ao passageiro de trás, e sem meias medidas, começou a exercer a função de navegador deste vosso humilde motorista.
Fiqeui derrubado, prostrado perante tamanha simpatia e humildade juntas num homem tão pequenino. que apesar de ter corrido o mundo, de ser mundialmente conhecido, apesar de uma figura digna de respeito perante qualquer individualidade deste mundo moderno, me tratou como um irmão. Um amigo de sempre, como se não fosse aquela a primeira vez que me viu. Recordava-se da passagem pela minha terra e ainda dos nomes.
Chegados a Coimbra, para cumprir o seu compromisso, mais uma vez me senti pequenino e com imensa sorte. Ali sozinos a fazer horas junto da porta férrea, onde me deliciei a ver os olhares de espanto dos que passavam e percebiam que ali estava o Carlos.
Depiis lá fomos, ali estavamos todos, a ouvir e a rezar com aquele homem; e quando nos falou da sua experiência, dos dias na sua Querida Timor, nos dias de menino, e nso dias de Homem em que fugiu ás melícias e depois como deu a cara pelo povo e lutou com os seus meios para paz. Confesso que por esta altura o meu coração sentia cada vez mais pequenino e chorava por dentro, de alegria, respeito, enquanto segurava uma lágrima mais teimosa que queria por força conhecer a Capelada Universidade de Coimbra.
No fim apenas queria regressar a casa, mas o meu estomago reclamava o pequeno almoço que estava em falta à várias horas e num gesto impensado, e que agora vejo foi completamente louco, o convidei-o para vir tomas o pequeno almoço.
E mais uma vez, soltei grargalhadas interiores ao ver a cara das empregadas do bar, até que lhes expliquei que era de facto o Carlos.
e lá o levei de regresso a Mogofores, numa alegre conversa de amigos, como se nos conhecessemos à muitos anos e não apenas da tv-
Para quem não sabe ainda o Carlos, é bispo emérito de Díli - Timos Leste, foi Prémio Nobel da Paz e, 1996 e é conhecido como D. Ximenes Belo.
E eu, o Azul, ainda não acredito que passei a minha manhã de sábado com ele.
Obrigado, pela simpatia, pelo testemunho e pela "lição".

Dartacão

Um dos melhores desenhos animados de sempre :)

Músicas da minha vida...


Uma das minhas favoritas dos The Corrs. Este MTV unplugged é excelente!!!

E a nova dos Coldplay? :)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

A música da minha vida...

Não sei cantar, nunca quis ser cantora... Sou super pé de chumbo... Mas não sei viver sem música. A música acompanha-me ao acordar, na estrada, no banho, nas limpezas, nos momentos de espantar a neura, nos momentos em que me apetece chatear a minha mãe...
Música da minha vida? Montes delas. Gosto das mais variadas coisas... Talvez pela negativa seja mais fácil. Normalmente não tenho paciência para a "música de discoteca" e para a "música Moonspell e afins". De resto, dependendo da altura, ouço de tudo um pouco...
Vamos tentar por fases...
  • Infância: As músicas da mamã, as músicas da avó e o genérico do Dartacão;
  • Adolescência: As músicas dos BSB (tenhos os cd's todos, continuo a gostar...), as músicas da "explosão Pop" da altura e as músicas dos The Corrs (lindo, lindo, lindo, ...);
  • Desde que cresci mais um bocadinho: as músicas dos Coldplay, dos Keane, da Amy Winehouse, dos saudosos Silence 4, do David Fonseca, do Rui Veloso, do Paulo Gonzo, dos Xutos, dos U2, dos Bon Jovi, 3 doors down, etc e tal podia aqui estar até amanhã ou depois....

Neste momento ando a ouvir:

  • Duffy - Warwich Avenue;
  • O Back to Black da Amy (fantástico, espero que a coitada "ganhe" juízo...);
  • Paulo Gonzo e Lúcia Muniz - Leve Beijo Triste.

P.S. - Quando descobrir como, ponho aqui alguns vídeos dos sons que vou descobrindo...

Mais Música

Por falar em música depois de encontrar este filme, nao pode deixar de partilhar com os nsoso leitores.. meus Deus como é possivel, vejam e ajuizem por vocês mesmos.. Rosa, controla-te quando vires isto!



A música da Minha Vida

Porque motivo quando ouvimos determinada música, soltamos um sorriso, aumentamos o volume e ficamos parados a olhar para a coluna? Ou pelo menos ficamos com um ar diferente.
É de facto estranho como uma música pode alterar ou influenciar tanto o nosso comportamento, o nosso humor e a nossa má-disposição. E só para que se veja a influência de tal acontecimento, dizem os cientistas que as vacas dão mais leite a ouvir Mozart! Fantástico… leite musical…
Quanto a este vosso humilde e Azul servo, um ouvinte compulsivo de música, torna-se difícil escolher uma música que marque de forma inequívoca. Porque de facto existem algumas e que , estranhamente, seguem todas uma linha. Porque os nossos gostos musicais mudam, vamos evoluindo. É uma característica dos humanos. Nunca estamos satisfeitos com aquilo que alcançamos, pelo menos durante muito tempo. Queremos sempre mais e mais. E ainda bem, porque se não, ainda andávamos no comboio a vapor e a cavalo.
E com o nosso gosto sé o mesmo, hoje gostamos de uma coisa, amanhã, não quer dizer que não gostemos dela, mas já vamos começar a apreciar algo mais.
Vejamos, este vosso servo, ouve desde a nossa querida amiga Mariza, até a algo mais pesado como seja Moonspeel! Gosto de apreciar os sons, os instrumentos e ai sou um apaixonado pelas guitarras eléctricas, e aí os anos oitenta continuam a ser os maiores. Led Zeplin, ACDC, os enormes Guns não’ roses com o seu semi-deus da guitarra Slash! Os apreciadores do Algarve e amigos do nosso falecido amigo Manu, os Iron Maiden e não menores, pelo contrário, os velhinhos Queen! Depois outros estilos claro, o Edge com o seu estilo completamente contrario a este movimento louco dos anos oitenta, com o seu estilo inigualável que dá um som e uma melodia única ás musicas de U2, seja no piano seja na guitarra.
E os meus queridos Xutos & Pontapés, que à trinta anos continuam a dar cartas no rock português iniciado pelo Senhor do norte Rui Veloso!
Assim num panorama tão grande é fácil ter um leque de músicas que a determinada altura da nossa vida nos foram marcando, seja pela idade, seja circunstância em que ouvimos a música. Lembro de um das primeiras que me despertaram seriamente a atenção: Under pressure dos Queen; Stuck in a moment, dos U2; depois vieram os Xutos e eu podia escrever aqui a discografia toda, mas escolho Circo de Feras, Homem do Leme, Remar Remar e Teimosia.
O Fonseca de Leiria, também deixou grande marca nos últimos tempos, e uma musica tem que ser mesmo muito boa quando consegue de facto suscitar sentimentos, e reacção em massa. Como se explica que num concerto em que o publico está totalmente ao rubro aos saltos e quase em êxtase, de repente fique sossegado quase em adoração ao palco, ao som de músicas como a Teimosia dos Xutos, ou Não Afastes os teus Olhos dos meus do David Fonseca?
A música da minha vida vai ser sempre aquela que consiga fazer com que eu a ouça no coração e não somente com os ouvidos. Aquela que me faça um sorriso enorme que eu não consiga disfarçar, aquela que me faça cantar no carro feito parvo, como é a Sweet Child of Mine e aquelas em que fico Azul a tentar cantar com o Tim.
Musicas da minha vida são aquelas que mostram aquilo que somos, eu sou um lamechas porque as que me tocam mais são as baladas, mesmo as mais pesadas do metal como aquela maravilha musical a que chamam Nothing else Matters.
Ouçam estas músicas e fiquem azuis como eu…


quinta-feira, 19 de junho de 2008

A selecção nacional ou Rosa, a comentadora de futebol

E “prontos” acabou o Europeu para Portugal. Eu até acho que tivemos uma boa prestação, que tentámos, que lutámos… Os alemães já não podiam mais e nós ainda podíamos mais um bocadinho…. Mas depois, como já vem sendo hábito, não chegámos lá… E porquê? O que se passa que não conseguimos, mas estamos quase lá? Será a culpa da GALP que não fez um hino como o de 2004? Será culpa da McDonald’s que não deu hambúrgueres aos jogadores? Ou dos anúncios “terríveis” da TMN? Será porque o “Mister” vai para longe? Excesso de confiança? Eu não sei… Mas sei que não estava tão entusiasmada este ano como em 2004, não tinha aquele feeling… Porque a minha vida anda como a da selecção… Estou quase lá mas não consigo, tenho medo, não sei o que fazer, que caminho escolher, como crescer… Acho que vou continuar a tentar, pelo menos tenho mais de 90 minutos…


P.S. - O NUNO marcou um golo :) , calem-se as más línguas… ( e não lhe chamem Maria Amélia que eu fico possuída…)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Azul

Conhecemos-nos no 5º ano (como o tempo passa...) mas só nos conhecemos verdadeiramente na cidade dos "doutores". Foi em Coimbra que a nossa amizade e cumplicidade cresceu. Primeiro apresentar a cidade ao Azul, depois os cafés, as idas ao cinema, o Mc Drive na QM(devíamos pedir uma publicidade à McDonald´s?), os concertos do David, do Rui, etc e tal. O Azul é o amigo que toda a gente quer e eu tenho a sorte e felicidade de ter. É o amigo que nos tira de casa nos piores dias, que nos atura tudo e nos diz que o nosso cabelo está no sítio quando nunca está, que nos manda sms sem conta só para saber se está tudo bem, que nos faz o jantar, ... Acima de tudo é uma pessoa que sabe escutar e conversar. É doido como eu e neste aspecto ninguém nos pára. Quem não nos conhece, não imagina o que dizemos ou pensamos... Por isso é que eu tenho sorte, porque posso dizer-lhe tudo e confiar nele, porque sei que ele está sempre aqui. E para já não vou da falar da sua faceta de fotógrafo, escritor (muito melhor que eu....) ou designer...


Rosa



Conheci a Rosa à largos anos. Não são assim tantos mas quando não se tem muitos, 10 anos já representam uma conta bonita.

Não sei porque mas acho que sempre gostei dela. Mas nunca percebi bem isso. Era uma miúda lá da escola. A Rosa era o cérebro lá da escola. A miúda que não terminava um teste sem o reler todo, mesmo que implicasse chegar atrasada à aula seguinte.

Aparentemente tímida, revela-se uma agradável companhia, alegre e sorridente para aqueles a quem permitia essa intimidade.

Foi nessa altura que juntos concorremos a um concurso que entretanto ainda continua: Uma Aventura Literária, que eu não altura devorava, e que tanto me ensinaram. Foi um sucesso. Acho que ela fazia anos (ou talvez fosse a professora Isabel – que no ajudara no trabalho pois era necessário uma professora responsável) - no dia em que recebemos a notícia de que havíamos ganho uma menção honrosa. Não era de facto muito, mas tendo em conta que era de nível nacional foi para nós uma vitória com um agradável sabor.

O tempo passou, nós crescemos, e cada um foi para o seu lado, mas as grandes amizades tal como as grandes obras da história, não desaparecem com uns anos apenas. E afinal éramos quase vizinhos. Curiosamente, foi preciso mudarmos ambos de cidade e vir para junto dos Doutores para nos reencontrarmos.

Infelizmente para mim, devido a vários motivos, precisei ainda de quase 3 anos para a encontrar neste enorme jardim. A minha amiga Rosa.

Para quem não conhece a Rosa, roam-se de inveja. Não há melhor. Escuta, apoia, ri-se das nossas anedotas, atura-nos tudo (pelo menos a mim atura!), é a melhor companhia que se pode desejar para ir ao cinema e a sua casa está sempre disponível para se tornar numa extensão do Mc donalds, normalmente aberto até à uma da manhã.

E no meio destas coisas todas, nasceu a ideia de fazer uma coisa em conjunto. Tinhamos tido sorte com a Aventura literária, o nosso pacto de paz também tinha sido bem redigido (uma história que merecerá um post próprio, não podemos contar tudo de uma vez); porque não juntarmos os nossos neurónios e unir as nossas loucuras literárias, as nossas opiniões, e sobretudo arranjar um motivo de cultivar a nossa amizade. Sim porque as rosas têm que ser cuidadas.

A assim com este simples homenagem à minha amiga de sempre, este anjo sorridente em forma humana, dou inicio à minha parte desta aventura “bloguista”.

A Nova Aventura

Começa hoje a nova aventura.
Depois de uma bem sucedida experiência na adolescência o azul e a rosa encontram-se mais uma vez num novo projecto.
Para dar sorte aqui fica uma música, uma paixão comum aos dois. Grande David!