Sábado, 20 de Junho de 2008, Mogofores, 07:30;
Depois de apreciar a "petit maison" do nossa Grande Grande amigo Zé Cid, apareceu ele.
Pequenino, sorridente, de pasta na mão e andar ligeiro, apesar de alguns "brancos" no seu cabelo;
Recebeu-me de mão estendida e de braços abertos: -"Bom dia Jovens!";
Ali estava ele á miha frente, o meu coração batia mais rápido, os meus lábios ragaram-se num sorriso de admiração, pasmo, respeito e de um forte ssentimento de orgulho por estar ali naquele momento.
Não este com meias medidas, nem com protocolos sentou-se no carro, ajeitou o banco, para dar espaço ao passageiro de trás, e sem meias medidas, começou a exercer a função de navegador deste vosso humilde motorista.
Fiqeui derrubado, prostrado perante tamanha simpatia e humildade juntas num homem tão pequenino. que apesar de ter corrido o mundo, de ser mundialmente conhecido, apesar de uma figura digna de respeito perante qualquer individualidade deste mundo moderno, me tratou como um irmão. Um amigo de sempre, como se não fosse aquela a primeira vez que me viu. Recordava-se da passagem pela minha terra e ainda dos nomes.
Chegados a Coimbra, para cumprir o seu compromisso, mais uma vez me senti pequenino e com imensa sorte. Ali sozinos a fazer horas junto da porta férrea, onde me deliciei a ver os olhares de espanto dos que passavam e percebiam que ali estava o Carlos.
Depiis lá fomos, ali estavamos todos, a ouvir e a rezar com aquele homem; e quando nos falou da sua experiência, dos dias na sua Querida Timor, nos dias de menino, e nso dias de Homem em que fugiu ás melícias e depois como deu a cara pelo povo e lutou com os seus meios para paz. Confesso que por esta altura o meu coração sentia cada vez mais pequenino e chorava por dentro, de alegria, respeito, enquanto segurava uma lágrima mais teimosa que queria por força conhecer a Capelada Universidade de Coimbra.
No fim apenas queria regressar a casa, mas o meu estomago reclamava o pequeno almoço que estava em falta à várias horas e num gesto impensado, e que agora vejo foi completamente louco, o convidei-o para vir tomas o pequeno almoço.
E mais uma vez, soltei grargalhadas interiores ao ver a cara das empregadas do bar, até que lhes expliquei que era de facto o Carlos.
e lá o levei de regresso a Mogofores, numa alegre conversa de amigos, como se nos conhecessemos à muitos anos e não apenas da tv-
Para quem não sabe ainda o Carlos, é bispo emérito de Díli - Timos Leste, foi Prémio Nobel da Paz e, 1996 e é conhecido como D. Ximenes Belo.
E eu, o Azul, ainda não acredito que passei a minha manhã de sábado com ele.
Obrigado, pela simpatia, pelo testemunho e pela "lição".
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