sexta-feira, 27 de junho de 2008

será do cimento

Bem, antes de mais, que fique bem claro que o Azul gosta da Rita dos sapatinhos vermelhos, não tenho nada contra a senhora, e até gostei muito de a ver duas vezes este ano ao vivo em Coimbra junto do David.
Por outro lado, contrariamente que a minha Rosita estava a pensar, eu não estava com segundas intenções em relação ao decote da vizinha de trás da minha rosinha que de facto era bastante provocador.
Sim porque eu acho, e não me levem a mal, que quem sai à rua assim é mesmo porque querem que alguém veja! Não pode ser de outra forma. E não há problema, o que é bom é para se ver certo?
Mas depois não fiquem muito escandalizadas e muito ofendidas porque está alguém a olhar para vocês!

Mas esta conversa com a rosa ontem, enquanto aproveitamos la dolce vita, fez-me pensar nessa classe mundial: pedreiros, trolhas e malta das obras em geral (se bem que são mesmo os pedreiros os piores neste assunto e eu sei porque trabalho com imensos no verão).
Todos nós conhecemos aqueles piropos: ó jóia anda cá ao ourives, pareces um helicóptero: gira e boa! Etc, etc e tal.
A minha questão é: porque raio são estes homens assim?!
Vamos lá ver, se fosse só em Portugal, ou num único país eu pensaria que se trata de algo cultural, é típico daquela malta. Mas não é!
É algo universal, que vai desde o nosso cantinho Português e se estende por toda essa Europa fora e Américas e tal! Sempre, mas sempre muito ligados ao pessoal da construção.
Haverá alguma explicação?
A única que me ocorre é muito simples: pó de cimento. Que deve ser igual um pouco por todos o lado e que poderá provocar uma reacção química no cérebro destes homens que edificam o mundo (em termos de construção claro) e que faz com que eles puxem a sua veia de poeta de rua cá para fora e a partilhem com as mulheres que cruzam os seus territórios!
Haverá outra explicação? Aceitamos propostas e sugestões!
Quanto ás minhas amigas adeptas do belo do decote até ao umbigo e que ouvem esta poesia popularucha, confessem eu sei que sim, no fundo no fundo até gostam um bocadinho, sentem-se todas vaidosas e orgulhosas por alguém repara em vocês! É normal!
(não me digam que é mentira porque já me disseram que é verdade!)

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