quarta-feira, 11 de junho de 2008

Rosa



Conheci a Rosa à largos anos. Não são assim tantos mas quando não se tem muitos, 10 anos já representam uma conta bonita.

Não sei porque mas acho que sempre gostei dela. Mas nunca percebi bem isso. Era uma miúda lá da escola. A Rosa era o cérebro lá da escola. A miúda que não terminava um teste sem o reler todo, mesmo que implicasse chegar atrasada à aula seguinte.

Aparentemente tímida, revela-se uma agradável companhia, alegre e sorridente para aqueles a quem permitia essa intimidade.

Foi nessa altura que juntos concorremos a um concurso que entretanto ainda continua: Uma Aventura Literária, que eu não altura devorava, e que tanto me ensinaram. Foi um sucesso. Acho que ela fazia anos (ou talvez fosse a professora Isabel – que no ajudara no trabalho pois era necessário uma professora responsável) - no dia em que recebemos a notícia de que havíamos ganho uma menção honrosa. Não era de facto muito, mas tendo em conta que era de nível nacional foi para nós uma vitória com um agradável sabor.

O tempo passou, nós crescemos, e cada um foi para o seu lado, mas as grandes amizades tal como as grandes obras da história, não desaparecem com uns anos apenas. E afinal éramos quase vizinhos. Curiosamente, foi preciso mudarmos ambos de cidade e vir para junto dos Doutores para nos reencontrarmos.

Infelizmente para mim, devido a vários motivos, precisei ainda de quase 3 anos para a encontrar neste enorme jardim. A minha amiga Rosa.

Para quem não conhece a Rosa, roam-se de inveja. Não há melhor. Escuta, apoia, ri-se das nossas anedotas, atura-nos tudo (pelo menos a mim atura!), é a melhor companhia que se pode desejar para ir ao cinema e a sua casa está sempre disponível para se tornar numa extensão do Mc donalds, normalmente aberto até à uma da manhã.

E no meio destas coisas todas, nasceu a ideia de fazer uma coisa em conjunto. Tinhamos tido sorte com a Aventura literária, o nosso pacto de paz também tinha sido bem redigido (uma história que merecerá um post próprio, não podemos contar tudo de uma vez); porque não juntarmos os nossos neurónios e unir as nossas loucuras literárias, as nossas opiniões, e sobretudo arranjar um motivo de cultivar a nossa amizade. Sim porque as rosas têm que ser cuidadas.

A assim com este simples homenagem à minha amiga de sempre, este anjo sorridente em forma humana, dou inicio à minha parte desta aventura “bloguista”.

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