Vieste do nada.
Caíste não a minha vida como uma estela cadente que procura o azul do mar.
Trazias contigo alegria, um sorriso doce e meigo e paciência e tempo para mim.
Foste durante muito tempo a minha companhia, a minha alegria, o motivo das minhas preocupações e tristezas. Mas sobretudo das alegrias e dos meus sorrisos.
Eras o cofre dos meus segredos.
Mas a vida e marota e prega-nos partidas.
Afinal, tu eras uma estrela cadente, e as estrelas cadentes não são para ter, são para contemplar e observar ao longe. Eu não consigo acompanhar a tua viagem. A Força que me move, não te diz nada e empurra-me para outras direcções. E tu queres é continuar a tua viagem, livre e desprendida. Bela, veloz e brilhante como só uma estrela.
Fica apenas a memória dos dias em que eu te podia ter para mim sempre que a noite ofuscava a luz dos meus dias. Tenho que ir à procura de outra luz, ou da Luz quem sabe.
A ti minha querida, não vou dizer nem adeus. Porque o universo é grande e podemos sempre cruzar-nos por aí um dia.
Talvez tenha forças para te devolver um sorriso, sem que percebas que no fundo vou sentir sempre a tua falta, e que me afastei para te ver brilhar.
1 comentário:
É difícil o que fazes. É difícil a coragem, a vontade. É nobre. Mas não sei se o devias fazer... Porque mesmo duas pessoas diferentes podem brilhar uma ao lado da outra, como amigos. Mas isto sou eu que estou fora da história. Think about it :)
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