quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Quero ser um super heroi.



Desde sempre que nós humanos, esta raça “superior”, procura imagens de seres supremos. Começou na antiguidade com os deuses, para explicar o que não compreendiam, as grandes figuras mitológicas, projecções muitas vezes daquilo que o Homem gostaria de ser mas que não consegue.

E masi recentemente os super heróis da BD. Super-Homem, Iron-Man, Spider Man, Thor e o seu martelo, Capitão América e a Mulher América também. E o meu querido Batman, o meu favorito devo confessar, por ser diferente de todos os outros.

Todos eles justos e rectos que defendem a humanidade e os valores da sociedade e fazem da Terra um sítio melhor para se viver. Parte deles nem são terrestres! Mas comportam-se como tal. Como convém. Um fato diferente, mas que todos gostam, o Hancock chama-lhe fatos gay, ele lá sabe.

E de facto eles têm sido a projecção do ideal que todos nós ambicionamos, alguém que nos salve, traga. E depois são sempre bonitos e perfeitos.

Eu cá gosto é do Morcego. Porquê? Tem um carrão e um fato giro, o Alfredo é fantástico (ver os últimos dois filmes) e o tipo que lhe desenha os brinquedos, o Lucius Fox, brilhantemente interpretado pelo meu querido amigo Morgan também é uma jóia.

mas reparem, o Bat, é humano. Simples mortal como nós. Lá treinou umas coisas estranhas que metem umas drogas manhosas pelo meio mas lá está ele a deslocar-se pelas e como uma sombra.

E estranhamente não tem a gratidão do povo. É um anti-herói. Salva as pessoas e para bem da própria sociedade assume para si a responsabilidade. A fim de manter a ordem. Faz o que faz porque é o que deve ser feito. Não porque gostam que lhe batam palmas, não porque os pais o educaram para ser bonzinho. Faz o que faz porque o que faz é o que deve ser feito. Tão simples quanto isso. Ou talvez n. ninguém compreender muito bem o imperativo moral que orienta este homem.

Daí acabar sempre sozinho, perseguido por quem salvou e nunca se apercebeu de que foi salvo. Resta-lhe a certeza de ter feito o Bem. E o certo.

Eu gostava de ser este Herói.

Mas não sou tenho pais ricos, nem conta no Bes, nem uma multinacional.

Nem sei artes marciais, nem tenho um físico férreo como ele. Nem o fato me ficaria bem, talvez me safasse a conduzir o carro – talvez ele queira um motorista.

Assim, torna-se difícil mudar o mundo.

Ou talvez não, posso sempre recorrer à ancestral arte não marcial do sorriso e da simpatia. Combinada com a educação e um coração aberto à dádiva e ao sacrifício. A uma doação ao serviço do próximo. E o grande segredo e arma fatal o sorriso, mesmo ao pior dos inimigos.

E o viver o dia-a-dia como uma luta constante, fazendo o melhor que sabemos a cada uma das pessoas que encontramos na rua, não apenas os amigos, também os desconhecidos, assim pouco a pouco vamos nós também transformar-nos num super herói, que não salva o mundo de uma ameaça intergalática ou de um mestre do crime com problemas de cicatrizes e personalidade.

Mas contribuímos para um mundo melhor e para a felicidade de quem nos rodeia.

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